Pesquisa que correlaciona gravidez e envelhecimento da mulher tem falhas

Para Mayana Zatz, estudos mais recentes atestam que a expectativa de vida das mulheres pode aumentar após a gravidez

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Na nova edição de Decodificando o DNA, a geneticista Mayana Zatz, professora do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências (IB) da USP, comenta sobre um estudo que analisou o sangue de mais de 1.900 mulheres americanas e, ao investigar o DNA das voluntárias, concluiu que ter um filho pode envelhecer as mães em até 11 anos. Para a professora, o trabalho tem diversos problemas.

De acordo com ela, os pesquisadores chegaram a essa conclusão ao estudarem os telômeros, estruturas constituídas por fileiras repetitivas de proteínas de DNA que formam as extremidades dos cromossomos. Ao compararem o tamanho dos telômeros de mulheres que tiveram filhos com mulheres que não tiveram filhos, os cientistas enxergaram diferenças gritantes que denotariam envelhecimento. Entretanto, essas diferenças podem ser ocasionadas por diversos outros motivos. “Primeiro, eles não mediram esses telômeros das mulheres antes e depois da gravidez. E outra coisa é que eles mediram os telômeros no sangue, e sabemos que os telômeros são diferentes em diferentes tecidos”, explica Mayana.

Conforme a professora, estudos mais recentes dizem exatamente o contrário, a expectativa de vida das mulheres pode aumentar após a gravidez.

Ouça mais no áudio acima.

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