Na Ciência, idades mais avançadas não são inimigas da criatividade

Nussenzveig questiona mitos que permeiam os bastidores da academia e das grandes empresas de tecnologia

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Na nova edição de Ciência e Cientistas, o físico Paulo Nussenzveig, professor e coordenador do Programa de Pós-Graduação do Instituto de Física (IF) da USP, questiona um dos mitos que permeiam os bastidores da academia e das atuais grandes empresas de tecnologia: seria a criatividade uma característica exclusiva dos jovens?

Ao relembrar a declaração do fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, que, no auge de seus 22 anos, em 2007, disse que pessoas jovens são simplesmente “mais espertas”, Nussenzveig destaca que estudos sobre correlações entre resultados de destaque em pesquisa e inovação e
a idade dos pesquisadores “não dão razão a Mark Zuckerberg”. Citando artigo do The New York Times, o professor apresenta dados compilados de patentes depositadas nos EUA, entre 2011 e 2014, que indicam que 53% dos indivíduos inovadores têm idades entre 47 e 60 anos.

Para o físico, embora seja fundamental que as pessoas aproveitem bem as idéias ousadas da juventude, “devemos valorizar aqueles que mantêm atividades criativas em idades mais avançadas”.

Ouça mais no áudio acima.

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