Exame de sangue contribui para estudos clínicos de Alzheimer

Para professor da USP, o teste é promissor e pode levar ao desenvolvimento de novas drogas

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O Alzheimer, principal causa de demência em idosos, começa a se desenvolver muitos anos antes da manifestação dos primeiros sintomas. A doença degenerativa está ligada ao acúmulo de placas da proteína tóxica amiloide. Em busca de diagnóstico e tratamento efetivos, pesquisadores australianos e japoneses estão desenvolvendo um exame de sangue simples e barato que identifica com precisão o aumento dessas proteínas e pode detectar o Alzheimer com antecedência.

O professor Vitor Tumas, do Setor de Distúrbios do Movimento e Neurologia Comportamental do Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, acredita que esse teste será muito importante para os estudos clínicos e o desenvolvimento de novas drogas. A princípio, o Alzheimer é difícil de diagnosticar e o exame de sangue trará maior certeza sobre o estágio da doença.

Tumas também esclarece que o problema não está ligado somente à perda de memória, pode gerar alterações cognitivas e comportamentais (como agressão). A pessoa idosa mantém sua personalidade, mas já não consegue controlar os limites, o que pode gerar muitos transtornos para o dia a dia do paciente.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular. Você pode ouvir a entrevista completa no player acima.

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