Brasil caminha para trás em suas políticas de saúde

A proposta que reduz os limites impostos a motoristas imprudentes é exemplo de uma política equivocada e retrógrada

O Brasil está andando para trás em suas políticas na área de saúde, como atesta a proposta do governo federal enviada ao Congresso, a qual aumenta a pontuação necessária para a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação, que passou de 20 pontos para 40 pontos, além de reduzir a periodicidade dos exames de validação para a obtenção do documento. “Nesse mesmo pacote macabro, vem o barateamento do acesso à carteira de motorista por você reduzir a necessidade -ou até mesmo abolir – de um indivíduo praticar em simuladores antes de ser colocado na rua”, salienta o professor Paulo Saldiva. Num país em que 35 mil pessoas morrem por acidentes de trânsito e em que o número de atropelamentos cresce ano a ano, trata-se de uma involução que tende a manter o País no pódio dos que ostentam uma das maiores taxas de mortalidade por direção imprudente.

Em vez de investir em educação no trânsito e de adotar práticas que coíbam a imprudência dos motoristas, o Brasil caminha no sentido oposto. Acompanhe, pelo link acima, a íntegra da coluna Saúde e Meio Ambiente.


Saúde e Meio Ambiente
A coluna Saúde e Meio Ambiente, com o professor Paulo Saldiva, vai ao ar toda segunda-feira às 9h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção  do Jornal da USP e TV USP.

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