Internação compulsória na Cracolândia é contra Constituição

Política pública deve levar em conta que viciados em crack têm quadro clínico complexo, com DSTs e tuberculose

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Segundo o consultor da Organização Mundial da Saúde (OMS) e professor da Faculdade de Medicina da Unesp, José Manuel Bertolote, consulta médica compulsória, sem aval do paciente, fere o código de ética da profissão.

Projeto Redenção prevê ações para erradicar tráfico na Cracolândia – Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil via Fotos Públicas

Ele explica que existe lei no Brasil reguladora da internação compulsória, estabelecendo a prática somente através de processo judicial. Para o doutor, as ações da Prefeitura acabaram por tentar um atalho ao cumprimento da lei em nome de uma “marca” da gestão atual – o Projeto Redenção.

A abordagem, afirma o professor, deve ser focada na técnica médica de consultório de rua e integração com a segurança pública. Ele destaca, ainda, que o tratamento de dependentes do crack não é menos eficaz do que o dispensado aos diabéticos e hipertensos.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

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