USP registra recorde de ingressantes de escolas públicas

Dados referentes a 2017 foram apresentados na sessão do Conselho Universitário

Compartilhar no FacebookCompartilhar no Google+Tweet about this on TwitterImprimir esta páginaEnviar por e-mail
Na reunião do Conselho Universitário foi realizada uma exposição temática sobre a política de inclusão social na USP (Foto: Adriana Cruz)

A USP registrou recorde no número de ingressantes oriundos de escolas públicas em seus cursos de graduação em 2017. Os dados foram divulgados na reunião do Conselho Universitário, no dia 30 de maio, em que foi realizada uma exposição temática sobre a política de inclusão social na USP.

O pró-reitor de Graduação, Antonio Carlos Hernandes, apresentou as estatísticas referentes ao processo seletivo deste ano, que, além da seleção realizada pelo vestibular da Fuvest, também destinou vagas ao Sistema de Seleção Unificado (SiSU).

Segundo Hernandes, houve aumento no número de alunos oriundos de escolas públicas entre os ingressantes nos cursos de graduação, que passou de 3.763 (34,6%) para 4.036 estudantes (36,9%).

Em 2017, foram oferecidas 11.072 vagas, sendo 8.734 destinadas a seleção pela Fuvest e 2.338 vagas pelo SiSU. No total, 10.994 estudantes foram matriculados, o que representa o preenchimento de 98,8% das vagas oferecidas. No ano passado, a porcentagem de preenchimento das vagas foi de 98,4%.

Também foi registrado aumento no número de ingressantes que se autodeclararam pretos, pardos ou indígenas (PPI). Dos 10.944 estudantes matriculados, 2.114 (19,3%) são PPI. Em 2016, essa porcentagem foi de 17,1%.

No Vestibular da Fuvest deste ano, 40.328 candidatos participam do Programa de Inclusão Social (Inclusp). O programa é voltado para os estudantes de escolas públicas, beneficiados por um sistema de bônus que pode chegar a até 25% da nota do vestibular.

As 2.338 vagas reservadas para o Sisu foram distribuídas em três modalidades: 597 para ampla concorrência; 1.155 para estudantes que tenham cursado o ensino médio integralmente em escolas públicas; e 586 para alunos oriundos de escolas públicas e autodeclarados pretos, pardos e indígenas (PPI). Em relação ao vestibular de 2016, o primeiro em que a Universidade adotou o Sisu como forma alternativa de ingresso a seus cursos de graduação, houve um aumento de 849 vagas.

Para a apresentação no Conselho Universitário, também foram convidados o sociólogo e pesquisador do Instituto de  Estudos do Trabalho e Sociedade, Simon Schwartzman; o procurador do Estado do Rio de Janeiro e professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Augusto Henrique Werneck Martins; e o presidente da ONG Educafro, Frei Davi.

A deliberação sobre a tabela de vagas para 2018 deve ser pauta da reunião do Conselho ainda neste primeiro semestre do ano. Segundo Hernandes, a expectativa é de que as Unidades de Ensino e Pesquisa destinem maior número de vagas para a seleção via SiSU.

Reajuste salarial

Na mesma sessão, o Conselho Universitário corroborou a decisão do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) de não conceder reajuste salarial aos servidores docentes e técnico-administrativos da USP, Unesp e Unicamp em 2017. O tema foi aprovado por 70 conselheiros; 16 votaram contra e seis se abstiveram.

O Cruesp decidiu pela manutenção dos salários nos valores vigentes atuais devido ao alto comprometimento dos orçamentos das três Instituições com folha de pagamento. A proposta foi apresentada ao Fórum das Seis no dia 17 de maio.

O Conselho Universitário aprovou dois destaques (proposições para modificar pontos do texto) relacionados ao tema: pelo primeiro, a Comissão de Orçamento e Patrimônio (COP) da USP fará um estudo a respeito da possibilidade de ser concedido reajuste aos servidores que tenham os salários mais baixos da Universidade; o segundo destaque trata do compromisso da Reitoria de rediscutir o tema em caso de aumento significativo da arrecadação do ICMS.

O reitor Marco Antonio Zago alertou, no entanto, que os dois destaques deverão ser debatidos no âmbito do Cruesp.

Segundo dados apresentados pelo presidente da COP, Adalberto Américo Fischmann, no primeiro quadrimestre deste ano, os repasses do Governo às três universidades ficaram 13% abaixo dos valores inicialmente previstos na Lei Orçamentária Anual do Estado. No caso da USP, a queda estimada nos repasses para este ano é da ordem de R$ 100 milhões.

Redução de jornada

Outra deliberação do órgão máximo da Universidade foi a instituição da segunda edição do Programa de Incentivo à Redução de Jornada (PIRJ). O programa prevê a redução de jornada de quarenta para trinta horas semanais de trabalho, com redução proporcional dos vencimentos. A adesão é voluntária.

O programa foi instituído pela Resolução USP 7.238. Trata-se de uma das medidas adotadas pela USP visando ao ajuste econômico-financeiro da Universidade. O objetivo do programa é reduzir o grau de comprometimento do orçamento com a folha de pagamento e readequar o quadro de recursos humanos.

Na primeira edição, foram contemplados 352 servidores técnicos e administrativos.

Com duração de dois anos, o programa oferece um abono, no valor de um terço do salário, a cada seis meses de trabalho com jornada reduzida. São priorizados os servidores com maior idade, maior tempo de exercício na USP, maior número de filhos menores de seis anos ou que estivessem cursando ensino fundamental, médio ou superior.

Compartilhar no FacebookCompartilhar no Google+Tweet about this on TwitterImprimir esta páginaEnviar por e-mail

Textos relacionados