USP desenvolve projeto de combate à dengue no campus

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A Coordenadoria do Campus da Capital (Cocesp) está desenvolvendo o projeto “Cidade Universitária, Meu Ambiente”, que visa a integrar os usuários do campus da USP

em São Paulo no trabalho de prevenção à dengue. 

O projeto conta com a parceria da Faculdade de Saúde Pública, do Laboratório de Cartografia e Geoprocessamento do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e do Instituto de Pesquisa do Discurso do Sujeito Coletivo, além da colaboração de técnicos e agentes da Vigilância Ambiental do Butantã.

Com a premissa de que a prevenção só se faz com a mobilização da comunidade, o projeto procura integrar as Unidades de Ensino e Pesquisa localizadas no campus através da formação de grupos de trabalho e comissões destinados a auxiliar e serem multiplicadores das ações preventivas.

“As questões de saúde pública, no país, são tratadas sempre de forma corretiva, raramente de forma preventiva. Pretendemos que este projeto seja a semente para começarmos a trabalhar uma política de saúde pública para a Universidade, cuja ênfase seja o preventivo”, afirma o assistente técnico de direção da Cocesp, Hamilcar José Ferreira de Miranda.

Armadilhas

Dentre as ações já desenvolvidas, foi realizada uma pesquisa sobre a percepção que os membros desses grupos e comissões tinham de questões pertinentes à dengue, além do treinamento para conhecimento da biologia do mosquito e para a utilização das armadilhas, chamadas Adultrap, que conseguem atrair e capturar as fêmeas grávidas do mosquito Aedes aegypti. 

A implantação dessas armadilhas ocorreu em duas etapas. No período de 28 de setembro a 2 de outubro deste ano, foram instaladas as armadilhas em 81 pontos do campus, definidos pela equipe de entomologistas e geógrafos. As armadilhas foram retiradas 24 horas depois. A segunda etapa ocorreu no início de novembro, entre os dias 9 e 18. Resultados preliminares mostram que, em ambas as fases, nessas armadilhas, foram encontrados apenas pernilongos comuns, da espécie culex quinquefasciatus, no campus.

Segundo Miranda, as armadilhas continuarão sendo recolocadas conforme as possibilidades de maior incidência de dengue, como chuva e calor, ou em áreas que sejam detectados eventuais focos. Assim, estão previstas novas instalações nos dias 7 e 14 de dezembro.

As informações sobre os locais onde foram instaladas as armadilhas e as indicações de risco ou focos que venham a ser identificados estão sendo georreferenciadas para o desenvolvimento de atividades de prevenção e controle do vetor no campus. A intenção é de que essas informações sejam divulgadas no site da Cocesp.

O projeto “Cidade Universitária, Meu Ambiente” prevê, ainda, ações de pesquisa, de educação a distância e atividades de comunicação e performances artísticas. A equipe do projeto disponibilizou o e-mail meuambiente@usp.br para aqueles que tiverem mais interesse ou dúvidas sobre o tema.     


Os representantes das Unidades de Ensino e Pesquisa, localizadas na Cidade Universitária "Armando de Salles Oliveira", participaram de palestras e treinamento sobre o vetor e a doença 


Nesses encontros, eles tiveram a oportunidade de obter informações sobre a utilização da armadilha Adultrap, capaz de capturar as fêmeas grávidas do mosquito Aedes aegypti


Armadilhas foram instaladas em 81 pontos do campus, em duas etapas, em novembro. Resultados preliminares mostraram que não foram encontradas larvas do mosquito causador da dengue

(Crédito das fotos: Acervo Cocesp)

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