Instituto de Ciências Biomédicas reabre Museu de Anatomia Humana

Projeto visual do Museu foi desenvolvido por alunos do curso de Design da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU)

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A disposição do acervo propõe uma imersão pelo corpo humano por meio dos sistemas nervoso central e periférico, muscular, esquelético, articular, circulatório, respiratório, digestório e urogenital (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

Foi reinaugurado, no dia 24 de maio, o Museu de Anatomia Humana do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). A cerimônia, que reuniu dirigentes da Universidade, professores, servidores técnicos e administrativos e alunos, lotou o Anfiteatro Luiz Rachid Trabulsi, localizado nas dependências do instituto.

O evento teve início com a apresentação intitulada De 1914 a 2017: Professor Alfonso Bovero e o Museu de Anatomia Humana, feita pelo curador e presidente do Conselho do museu, Edson Liberti.

A Cápsula Bovero, com instrumentos das aulas e dissecções do médico italiano (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

Liberti, que é professor titular do Departamento de Anatomia do ICB, fez um breve histórico da formação do acervo do museu, que começou com os trabalhos e a coleção pessoal do anatomista e médico italiano, Alfonso Bovero.

Bovero migrou para o Brasil em 1914, para integrar o corpo docente da então Faculdade de Medicina e Cirurgia de São Paulo, hoje Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).

O acervo começou a receber visitantes a partir de 1960 na FMUSP e, em 1997, foi transferido para o ICB. Foi fechado para reforma em 2014 e, desde então, passou por uma reformulação.

Para desenvolver o novo projeto visual do museu, Liberti contou com a colaboração de alunos do curso de Design da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, Henrique José dos Santos Dias, Leonardo Takashi Miyata, Rafael Eiji Saito, Rafael Jun Abe, Vinícius de Jesus Correia e Silva e Yasmin Ghazzaoui Torres, e com o auxílio da analista de Comunicação do ICB, Maria Lúcia de Campos Motta.

Uma sala com peças anatômicas artificiais foi criada para os visitantes (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

O grupo desenvolveu uma nova formatação para o espaço, aliando os estudos de Anatomia a um ambiente moderno e interativo. A disposição do acervo, que conta com cerca de 200 peças, propõe uma imersão pelo corpo humano por meio dos sistemas nervoso central e periférico, muscular, esquelético, articular, circulatório, respiratório, digestório e urogenital.

A exposição também abriga o espaço Cápsula Bovero, que reproduz parte do escritório do anatomista e onde está instalada uma das mesas de mármore que Bovero utilizava em suas aulas e dissecções. Há também espaços dedicados à exposição de técnicas especiais de conservação, fetos e anomalias.

Além disso, foi criada uma sala com peças anatômicas artificiais, de modo que os professores possam trabalhar os conceitos com os estudantes que visitarem a exposição.

O restauro e a execução de novas peças foram realizados pelo próprio Liberti. Em alguns casos, o docente contou com a participação dos alunos de Pós-Graduação do ICB.

Vinda de professores estrangeiros

(Da esq.p/dir.) Maria Inês Nogueira, Jackson Cioni Bittencourt, Vahan Agopyan, Marcelo de Andrade Roméro, Maria Arminda do Nascimento Arruda e Edson Aparecido Liberti, na cerimônia de reinauguração do museu (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

Na cerimônia de reinauguração, após a apresentação de Liberti, a presidente da Comissão de Cultura e Extensão do ICB, Maria Inês Nogueira, destacou a necessidade de que “as ações de extensão permeiem todas as atividades-fim da Universidade”.

Os docentes aposentados do ICB Claudio Ferraz de Carvalho e José Carlos Prates, considerados discípulos da segunda geração de Bovero, na visita ao museu (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

A diretora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), Maria Arminda do Nascimento Arruda, falou sobre sua relação com o projeto de reforma do museu quando de sua gestão como pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária, no período de 2010 a 2016.

O diretor do ICB, Jackson Cioni Bittencourt, ressaltou a importância de o museu ter se tornado um centro de apoio ao ensino e à pesquisa, ligado diretamente à Congregação da unidade universitária, o que lhe garante maior autonomia e independência de gestão. Segundo Bittencourt, o museu sempre teve grande projeção e recebia, antes de seu fechamento para reforma, uma média de 10 mil visitantes por ano.

O atual pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária, Marcelo de Andrade Roméro, por sua vez, enfatizou o poder que as atividades de extensão podem exercer na vida das pessoas. “Todas as semanas, tomo contato com uma ação diferente desenvolvida na Universidade, o que demonstra o papel significativo dessa área na USP e na sociedade”, afirmou.

Grupo de alunos do curso de Design da FAU que desenvolveu o projeto visual do museu. Ao centro, a funcionária Maria Lúcia de Campos Motta (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

O vice-reitor Vahan Agopyan citou a relevância da vinda de professores estrangeiros, como Alfonso Bovero, para a formação do que hoje é a USP e para a internacionalização da Universidade. Agopyan também salientou a persistência e a dedicação do professor Edson Liberti na modernização do Museu de Anatomia Humana. “É um exemplo de como transformar as dificuldades em desafios a serem ultrapassados”, considerou.

O encerramento da cerimônia foi marcado pelo desenlace da fita inaugural do novo espaço, o descerramento da placa e a visita das autoridades ao novo espaço.

O museu está aberto à visitação de terça a sexta-feira, das 9h às 16h. A entrada é gratuita. O endereço é Av. Prof. Lineu Prestes, 2.415, na Cidade Universitária, em São Paulo. Mais informações também podem ser obtidas neste site.

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