Cientistas avaliam risco de doenças crônicas na população de Ribeirão Preto

Pesquisadores buscam nascidos entre 1978/ 1979 e em 1994 para participar de avaliação de risco para doenças crônicas

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Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP procuram por nascidos em maternidades da cidade em dois períodos: de maio de 1978 a maio de 1979, e de abril a novembro de 1994. Esses ribeirão-pretanos, que têm hoje entre 21 e 38 anos, já foram avaliados pela equipe da FMRP ao nascer, muitos quando estavam em idade escolar (entre 10 e 11 anos), no alistamento militar (os homens, com 18 anos de idade) e aos 23-24 anos, como jovens adultos.

Agora, essa parcela da população passará por testes e exames para detectar possíveis doenças – obesidade, cardiovasculares e saúde mental. O objetivo é também avaliar fatores de risco do aparecimento de doenças crônicas.

Coortes desmistificam saúde na sociedade

Viviane Cunha Cardoso, Marco Antonio Barbieri e Heloisa Bettiol, parte da equipe de pesquisa - Foto: FMRP/USP
Viviane Cunha Cardoso, Marco Antonio Barbieri e Heloisa Bettiol, parte da equipe de pesquisa – Foto: FMRP/USP

O trabalho idealizado e colocado em prática pela equipe do Departamento de Puericultura e Pediatria da FMRP em 1978 é coordenado pelo professor Marco Antonio Barbieri. Sua equipe avaliou e acompanhou ao longo desses anos essas duas coortes (estudos que observam, ao longo do tempo, indivíduos que nasceram na mesma época) e conseguiram relacionar, por exemplo, condições socioeconômicas, escolaridade, relacionamento familiar e saúde psicoemocional com abuso de álcool e drogas, gravidez na adolescência e aumento do número de parto cesariana.

Enquanto a primeira coorte, iniciada em 1978, acompanha nascidos em Ribeirão Preto; a segunda, que avalia O impacto do tamanho ao nascer na morbidade e desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo e psicológico da criança brasileira, é desenvolvida simultaneamente em Ribeirão Preto e em São Luís, no Maranhão.

Uma terceira coorte, Fatores etiológicos do nascimento pré-termo e consequências dos fatores perinatais na saúde da criança: coortes de nascimentos em duas cidades brasileiras – BRISA, começou em 2010, também com indivíduos nascidos em Ribeirão e São Luis.

Agora, o projeto atual Determinantes ao longo do ciclo vital da obesidade, precursores de doenças crônicas, capital humano e saúde mental avaliará cinco coortes: as duas de Ribeirão Preto, a de São Luís – MA e duas de Pelotas, no Rio Grande do Sul.

Avaliação em equipamentos de última geração

Foto: FMRP/USP
Foto: FMRP/USP

Aqui em Ribeirão, a avaliação ficará a cargo da Unidade de Pesquisa Clínica do Hospital das Clínicas da FMRP – USP. Os participantes passarão por exames em equipamentos de última geração e obterão informações precisas sobre composição corporal, densidade mineral óssea, parte circulatória e pulmonar, além de entrevistas que avaliarão estado alimentar, mental e geral da saúde física.

Todos os que foram avaliados nas coortes de Ribeirão Preto podem participar desse novo estudo que já iniciou a coleta de dados. Basta que entrem em contato através do site das Coortes – Ribeirão Preto ou pelo telefone (16) 3315.3306. A página do Coortes no facebook também pode ser consultada.

Rita Stella / Serviço de Comunicação Social da USP em Ribeirão Preto

Mais informações: (16) 3315.3306, email: dfisiomesquita@yahoo.com.br

 

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