Saúde Sem Complicações #67: Casos graves de pênfigos podem levar à morte

A doença é rara e não transmissível; por ser autoimune, as respostas ao tratamento podem variar, conforme o paciente, mas deve ser tratada o quanto antes

Jornal da USP
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Saúde Sem Complicações #67: Casos graves de pênfigos podem levar à morte
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O podcast Saúde Sem Complicações desta semana recebe o médico Roberto Bueno Filho, especialista em dermatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, para falar sobre pênfigos. Na entrevista, o médico explica a doença. 

O que são pênfigos

Pênfigos pertencem a “um grupo de doenças que normalmente formam bolhas e são autoimunes”, informa o médico. A doença é rara, não é contagiosa nem transmissível. Entre os diferentes subtipos – vulgar, bolhoso, vegetante, eritematoso, paraneoplásico e foliáceo -os principais são o vulgar e o foliáceo.

A diferença entre essas duas formas, segundo Bueno Filho, é que a vulgar “pode acometer a pele e as mucosas” como a boca, os olhos e a região genital, sendo esta também a manifestação inicial deste tipo, enquanto a foliácea atinge apenas a pele e se distribui principalmente nas áreas “seborreicas”.

Além destes, outro aspecto que varia nas duas classificações é a faixa etária. Enquanto o pênfigo vulgar é mais comum em pessoas de 40 a 60 anos de idade, o pênfigo foliáceo atinge aquelas entre 20 e 40 anos. Ainda segundo o especialista, na forma vulgar a doença apresenta bolha com “mais pele”, diferente da foliácea, em que a bolha é mais superficial, flácida e “estoura mais fácil”.

Bueno Filho também conta que Ribeirão Preto, Franca e Batatais são regiões endêmicas para o pênfigo.

O que causa pênfigo

Como fator de risco para os pênfigos, o especialista cita a predisposição genética, embora as pesquisas também discutam sobre “picadas de inseto” como a dos “borrachudos”.

Qual o tratamento para pênfigo

Como toda doença autoimune, é preciso gerar “imunossupressão no paciente”, explica o médico. Porém, a resposta ao tratamento é variável. Assim, “quanto mais cedo o paciente procura tratamento e consegue se tratar”, mais rápida será a recuperação. O tratamento é importante, segundo o especialista, uma vez que quadros mais graves podem até levar à morte.

Os ouvintes podem enviar sugestões de temas e comentários para o e-mail: ouvinte@usp.br


Saúde sem complicações

Produção e Apresentação: Mel Vieira
Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão Preto
Edição: Rita Stella
E-mail: ouvinte@usp.br
Horário: terça-feira, às 13h.
Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS
 

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