Pesquisa acompanha reconstrução de terras indígenas e comunidades ribeirinhas

Em parceria com organização indígena Terena, projeto de pesquisador da USP estuda iniciativas de luta por terra e pela conservação biológica e cultural de áreas protegidas

 Publicado: 03/04/2024
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Plenária das Mulheres Terenas, aldeia Mãe Terra, T.I. Cachoeirinha, município de Miranda, Mato Grosso do Sul (2021) – Foto: Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB

 

Uma pesquisa de pós-doutorado em andamento na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP vai etnografar iniciativas de consolidação de terras indígenas no Mato Grosso do Sul e de comunidades ribeirinhas no Amazonas. O projeto será apresentado no seminário Radicalidade e inovação em áreas protegidas no Brasil? Retomadas em terras indígenas e territórios de uso comum à luz da conservação convivial, no dia 5 de abril, às 10 horas. O encontro ocorrerá na sala 24 do Prédio de Filosofia e Ciências Sociais da FFLCH. 

foto de perfil do antropólogo e pesquisador Henyo Barreto
Henyo Barreto é professor adjunto da Universidade de Brasília e pós-doutorando pela USP – Foto: Linkedin

No seminário, Henyo Barretto, doutor em Antropologia Social pela FFLCH, irá apresentar seu projeto, conduzido em articulação com a organização indígena Terena Caianas (Coletivo Ambientalista Indígena de Ação para Natureza, Agroecologia e Sustentabilidade) e a ONG Instituto Internacional de Educação do Brasil. 

De acordo com o pesquisador, o estudo aborda a conservação da diversidade biológica e cultural em meio às pressões estruturais do sistema econômico, as violentas realidades socioecológicas, as extinções de espécies em cascata e as políticas cada vez mais autoritárias em que vivemos.

Utilizando o conceito de “convivialidade”, o projeto irá acompanhar e descrever a retomada da atual aldeia Mãe Terra do povo Terena, da Terra Indígena Cachoeirinha, no Mato Grosso do Sul. “Como um movimento autônomo que visa promover o reconhecimento oficial do seu direito à terra e que está na origem da referida organização Caianas, e suas experiências locais com etnoagroecologia”, exemplifica no projeto.

A outra iniciativa que deverá ser acompanhada pela pesquisa é a iniciativa de garantir terras para comunidades ribeirinhas no Amazonas por meio de uma nova categoria de área protegida – os chamados territórios de uso comum. A iniciativa surgiu em 2012, fruto da mobilização de uma rede de atores do movimento social, terceiro setor e esfera pública formal.

A conservação convivial trata de uma abordagem pós-capitalista de conservação, buscando promover justiça socioambiental e transformação estrutural. 

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Radicalidade e inovação em áreas protegidas no Brasil? Retomadas em terras indígenas e territórios de uso comum à luz da conservação convivial

Quando: 5 de abril, às 10 horas
Onde: sala 24 do Prédio de Filosofia e Ciências Sociais da FFLCH
Endereço: Avenida Prof. Luciano Gualberto, 315, Cidade Universitária, São Paulo

Para participar, não é necessário fazer inscrição prévia. O evento é gratuito e aberto ao público em geral. 

 

* Estagiária sob supervisão de Tabita Said


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