Incertezas do mercado internacional afetam exportações brasileiras

Exportações seguem tendência de queda; taxas de câmbio também são afetadas.

As exportações brasileiras continuam em queda, tendência que segue desde fevereiro deste ano. A redução no crescimento da economia mundial, as incertezas decorrentes do conflito comercial entre China e EUA e o desempenho dos manufaturados para a Argentina são elementos que explicam o comportamento. Outro influente foi a diminuição da importação de soja pela China, que usava como alimento para seu rebanho, contaminado pela peste suína africana.

Em outubro de 2019, as exportações nacionais atingiram US$ 18,2 bilhões enquanto as importações ficaram em US$ 17 bilhões. O saldo da balança comercial segue positivo, sendo que nos últimos doze meses (outubro de 2018 a outubro de 2019) foi de US$ 44,9 bilhões, valor 17,64% menor do que nos doze meses anteriores.

O estado de São Paulo teve um saldo deficitário em US$11,3 bilhões, um aumento de 29,72% nos últimos doze meses, quando comparado ao período anterior. A região metropolitana de Ribeirão Preto (RMRP) manteve saldo superavitário: as exportações acumuladas da região atingiram US$ 1,89 bilhões em outubro de 2019 e as importações US$ 390,7 milhões.

As taxas de câmbio nominal e real tiveram um crescimento de 2,46% e 2,35% respectivamente. Esse aumento se deve pela incerteza do cenário internacional também, e por fatores de incerteza internos em relação à recuperação econômica e reformas estruturais.

Os dados são do Boletim de Comércio Exterior de novembro de 2019, organizado pelos pesquisadores Armando Henrique e Eduardo Teixeira, com coordenação do professor Luciano Nakabashi da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP.

Maria Paula Soelt.

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