Edith Ranzini é homenageada pela Associação dos Engenheiros Politécnicos

Os anos de dedicação à Escola Politécnica foram lembrados na cerimônia de entrega do prêmio de Professora do Ano

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2016 11 29 Edith Ranzini
Professores Marcelo Zuffo, Liedi Légi Bariani Bernucci, Edith Ranzini, Vahan Agopyan, José Sidnei Colombo Martini – Foto: Divulgação

Edith Ranzini, Professora Emérita do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PCS) da Escola Politécnica (Poli) da USP, foi escolhida como Professora do Ano pela Associação dos Engenheiros Politécnicos (AEP) da USP. A cerimônia de entrega do título foi realizada no dia 17 de novembro.

Para a homenagem, a Poli indica anualmente três nomes de docentes e a AEP escolhe um dentre eles para ser reconhecido. “Foi uma surpresa. Como falei na cerimônia, é um prêmio que sonhava muito em receber, mas me aposentei em 2003 e, como não tinha sido indicada até então, pensei: ‘Nunca mais vou receber’”, diz a professora.

O auditório cheio para a homenagem foi apenas um reflexo de todos os anos dedicados à Poli, onde se formou em 1969 e, desde então, nunca mais saiu. Mesmo tendo se aposentado, Edith continua dando aulas na graduação, agora em uma disciplina optativa oferecida pelo PCS no Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP.

Os quase 50 anos de trabalho não abalaram a vontade e o prazer que Edith sente em ministrar suas aulas. “É impressionante como os alunos nos motivam. Ensinar é muito bom, tenho minha terapia gratuita com os jovens. Você olha nos olhos do aluno de graduação, eles brilham. Eles têm um sonho”, conta.

As salas de aula também são uma forma de escapar das pequenas, mas inúmeras responsabilidades que surgem ao longo do dia e que aumentam com o passar dos anos. Isso porque Edith também está envolvida com a Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE) e a Fundação para a Pesquisa em Arquitetura e Ambiente (Fupan), ambas ligadas à USP.

A professora do PCS começou a dar aulas quando cursava a pós-graduação, pois uma mudança curricular na Poli fez com que faltassem professores. Mesmo não estando contratada ainda, começou a ensinar. “Soube em um fim de semana que daria aula para turmas enormes”, lembra Edith. Isso não seria possível hoje, pois a USP passou a exigir o título de doutor para ser docente na Universidade, e não apenas a graduação, como era antes.

Em 1991, ela presenciou a criação do PCS a partir do LSD, antigo Laboratório de Sistemas Digitais do já extinto Departamento de Engenharia de Eletricidade da Poli. “As coisas na área da tecnologia andam muito depressa, então muita coisa mudou desde que surgiu o PCS. Mas o pioneirismo e o espírito de inovação continuam”, reflete a docente.

Na entrega do prêmio, Edith foi homenageada por outros professores da Escola Politécnica. O professor do PCS José Sidnei Colombo Martini fez questão traçar uma longa biografia da professora, ditando de maneira carinhosa a trajetória que a trouxe até aqui.

Muitos dos que estavam lá eram ex-alunos da Professora Emérita, como é o caso de Marcelo Knörich Zuffo, professor da Poli e integrante do conselho da AEP. “O verdadeiro professor é aquele que depois de tantos anos nos faz lembrar do que ensinou”, afirmou Zuffo ao citar alguns tópicos que aprendeu nas aulas de Edith quando estava na graduação. Também estavam presentes a vice-diretora da Escola Politécnica, Liedi Légi Bariani Bernucci, que recebeu a mesma homenagem em 2015, e o vice-reitor da USP, Vahan Agopyan, também ex-aluno da professora.

O título de Professor(a) do Ano é concedido pela AEP desde 1977. Ela é a mais antiga associação de ex-alunos do País, tendo sido fundada em 1935. Em 2008, ganhou a classificação de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip).

Helena Mega/ Jornalismo Júnior

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