Para analistas, Dilma “cai pelo conjunto da obra” – e democracia segue seu rumo

José Alvaro Moisés, cientista político, e Augusto Rodrigues, sociólogo, analisam o processo de impeachment de Dilma Rousseff

Por - Editorias: Atualidades, Rádio USP
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Dilma Rousseff durante discurso no Senado Federal - Foto: Lula Marques via Fotos Públicas
Dilma Rousseff durante discurso no Senado Federal – Foto: Lula Marques via Fotos Públicas

O cientista político José Álvaro Moisés, em sua coluna semanal, afirma que o País vive uma situação absolutamente inédita, que se refere a um suposto abuso de poder.  Para ele, não existe abuso de poder em todo o processo de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff. O que existe, de acordo com ele, é a democracia seguindo seu rumo, com as instituições cumprindo com seu papel, como tem deixado claro, até aqui, a superexposição do funcionamento dos três poderes da República: o Legislativo, representado pelo Senado Federal, o Judiciário, na figura do Supremo Tribunal Federal, e o Executivo, na presença da presidente afastada.

Ele lembra ainda que outro ponto inusitado em todo esse episódio é o fato de nem sempre acontecer de um poder estabelecido estar sob julgamento. No entanto, é o segundo processo de impeachment de um presidente eleito pelo povo nos cerca de 30 anos em que está em vigor  a  nova democracia nacional.

Para o sociólogo Augusto Rodrigues, o que o processo de  impeachment tem deixado claro, até aqui, é que Dilma está caindo não por causa do decreto que assinou sem autorização do Congresso, e sim pelo chamado “conjunto da obra”.  O colunista entende que “o País está assistindo a um julgamento político”, que já está com as cartas marcadas. Não haverá surpresas, portanto.

O que surpreende, sim, em todo esse processo, segundo ele, é “a total e absoluta ausência de resistência à saída de Dilma e do PT do governo federal”.  Isso, ainda de acordo com Rodrigues, revela que a presidente afastada está só e que está sendo derrotada pela sua total falta de experiência política, já que, até então, nunca antes ocupara cargo no Legislativo.

Ouça:
José Álvaro Moisés, cientista político

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Augusto Rodrigues, sociólogo

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