Não existe um ”Macron brasileiro” no cenário político atual

Para especialista, Fernando Haddad e Henrique Meirelles são os que mais se aproximam do perfil do francês

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Em recente vinda ao Brasil, Guillaume Liegey, um dos estrategistas da startup LMP que gerenciou a campanha vitoriosa e surpreendente de Emmanuel Macron, disse ter a intenção de abrir um escritório no Brasil. A empresa procura novamente um candidato outsider para as eleições presidenciais. De acordo com Pedro Feliú Ribeiro, docente do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo e pesquisador do Centro de Estudos das Negociações Internacionais, não existe um ”Macron brasileiro”, que para ele nem pode ser considerado um completo outsider, visto que já havia sido ministro da Economia. Seu grande desafio foi ocupar o vácuo político deixado pela descrença da população nas legendas tradicionais.

Para Pedro Feliú, o cenário eleitoral brasileiro apresenta muitas semelhanças com o francês. Analogamente, Macron está mais próximo ao perfil do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, pensando à esquerda do espectro político, e do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, à direita. De qualquer forma, o professor ressalta a dificuldade de reproduzir no Brasil a estratégia de campanha inovadora utilizada pelo atual presidente da França, devido a diferenças territoriais, populacionais e ao alto custo do projeto, entre outros fatores.

Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular. Você pode ouvir a entrevista completa no player acima.

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