Estudantes que participaram do programa de duplo diploma da Poli: Letícia Rubinstein, Amon Chaves, Mariana Justo Pereira e Ricardo Avelino - Fotos: Arquivo pessoal

Quem faz engenharia na USP em São Paulo pode se formar com dois diplomas

Escola Politécnica (Poli) é uma das unidades que oferecem duplo diploma e está comemorando 20 anos de convênios com universidades estrangeiras

24/06/2021

Hérika Dias

Realizar parte de sua graduação em uma universidade estrangeira de renome, vivendo um sistema educacional e uma cultura acadêmica diferentes daquelas do seu curso de origem. O duplo diploma é uma oportunidade de complementar a formação em outro país, além da experiência cultural e de um novo idioma. Mas não são só os brasileiros que buscam essa modalidade, as universidades conveniadas também enviam seus estudantes para cá. Na USP, várias unidades oferecem cursos com duplo diploma, como a Escola Politécnica (Poli) da USP, em São Paulo. 

No programa de duplo diploma que a Poli oferece, o período na universidade conveniada pode variar de 1,5 a 3 anos. Ao término do programa, o estudante retorna à USP para finalizar o seu curso de origem e receber o diploma das duas instituições. Com o diploma da universidade parceira, é possível trabalhar também no país em que foi realizado o programa, sem problemas de equivalência.

Em dezembro do ano passado, completaram-se 20 anos desde que a Poli celebrou o primeiro acordo de duplo diploma com instituições do exterior. Para comemorar a data, no dia 1º de julho será realizado um evento on-line, às 10 horas, no canal da Poli no YouTube . A ideia é divulgar a alunos, grupos da USP e empresas de engenharia o papel dos programas de duplo diploma na formação de profissionais e discutir o aprimoramento desses programas.

Haverá a participação de dirigentes das escolas estrangeiras e da USP, de representantes de empresas e de engenheiros que participaram do programa de duplo diploma. A abertura será com o engenheiro e reitor da USP, professor Vahan Agopyan. O evento será realizado em inglês, para contemplar os sete países com os quais a Poli possui parceria no duplo diploma: Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Itália, Peru e Portugal. O evento está sendo organizado pela Diretoria da Escola Politécnica e pela Comissão de Relações Internacionais da Poli.

O que diz quem fez

Ex-estudantes da USP que participaram do programa de duplo diploma na Escola Politécnica contam como foi a experiência

Foto: Arquivo pessoal

O programa de duplo diploma mudou a minha visão sobre a engenharia e despertou minha paixão pela carreira. Hoje, trabalho fora do Brasil e o diploma de uma instituição europeia foi determinante para que eu tivesse acesso a essa oportunidade. Além da perspectiva profissional e acadêmica, a experiência pessoal foi extremamente enriquecedora, os desafios impostos me fizeram ter mais confiança em mim mesma e ajudaram a me conhecer melhor. O duplo diploma foi o ponto de virada na minha vida e sou extremamente grata pela oportunidade que a USP me proporcionou. Recomendo a todos que puderem fazer que o façam! Espero que a USP continue a ter condições de dar essas oportunidades aos seus alunos e que nós possamos retribuir essa oportunidade valorosa à sociedade brasileira.”

Verena Soares Fernandes

Foto: Arquivo pessoal

Graças ao duplo diploma, tive a oportunidade de retornar à Itália depois da formatura na Poli e obter um emprego na prestigiada casa de Consultoria Estratégica BCG (Boston Consulting Group), onde trabalho há seis anos. Neste período, trabalhei em mais de 12 países, ao lado de mentes brilhantes que me ajudaram a crescer pessoalmente e profissionalmente. Além disso, no âmbito pessoal, foi durante o duplo diploma que conheci a minha esposa. Sou imensamente grato à oportunidade que a Poli me deu de fazer o duplo diploma, o que me possibilitou construir uma carreira internacional de sucesso e, sobretudo, a minha família.”

Marcelo Cirelli

Foto: Arquivo pessoal

A experiência do duplo diploma foi, sem sombra de dúvidas, o maior marco da minha formação pessoal e acadêmica. Ir para um país novo, estudar em uma universidade com estilo acadêmico diferente do que estava acostumado na Poli e ter a oportunidade de conviver com uma nova cultura ajudaram a me tornar um estudante e profissional mais completo, além de uma pessoa mais flexível e humana. Viver fora da minha zona de conforto por dois anos aumentou significativamente meu campo de visão e me ajudou a colocar o mundo em perspectiva. Se posso dar um conselho a todos que ainda estão na Poli, é que não percam essa oportunidade!”

Leandro Bastos de Araújo

Foto: Arquivo pessoal

O duplo diploma me trouxe diversas boas experiências, tanto no âmbito pessoal como profissional. Ir para um país em que você não tem família e amigos força você a se reconstruir, procurando novas bases em um ambiente em que você mal conhece. Aprendi a confiar, desconfiar, observar pequenos padrões e comportamentos e com isso me situar. Conheci amigos que guardo para a vida, e isso não tem preço. No ponto de vista profissional, aprendi a não ter medo, a dar minha opinião e construir bons argumentos. Quando você começa a trabalhar com pessoas que não têm a mesma origem que você, você vê a necessidade de apresentar um discurso claro no trabalho, saber juntar as palavras certas pra se comunicar, entendendo que todos são diferentes e que se deve respeitar as diferenças.”

Henrique Martinez Rocamora

Seleção

Cada unidade é responsável por selecionar os alunos que participarão das vagas para o duplo diploma. São lançados editais com as regras, o tempo de realização do curso no exterior, a instituição parceira, as etapas do processo seletivo etc. Não há nenhum custo para fazer as disciplinas na universidade estrangeira, mas os gastos com moradia, alimentação e transporte são por conta do aluno. Para acompanhar os editais com as oportunidades, acesse o sistema Mundus ou na área internacional de cada unidade. 

Serviço

20 anos do estabelecimento do primeiro acordo de duplo diploma na Poli
Data: 1º de julho, às 10 horas, horário de Brasília
Acesso: canal da Poli no YouTube
Organização: Diretoria e Comissão de Relações Internacionais da Poli-USP

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Com informações da Comunicação da Poli USP

Rádio USP

Ouça a entrevista com o professor Henrique Lindenberg Neto, presidente da comissão de relações Internacionais da Escola Politécnica da USP , no Jornal da USP no ar 1ª edição.