Joe Biden chega ao poder valorizando a ciência nos Estados Unidos

Novo presidente pretende revigorar a estratégia nacional de ciência e tecnologia dos Estados Unidos para os próximos 75 anos

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No retorno da coluna Ciência e Cientistas, o físico Paulo Nussenzveig aponta as perspectivas para a atividade científica com a posse do novo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, acontecida no último dia 20 de janeiro. “Iniciamos a terceira década deste milênio com perspectivas de que os grandes desafios atuais sejam enfrentados, privilegiando a abordagem científica e a busca por soluções criativas e devidamente embasadas”, diz. “Foi com admiração e uma indisfarçável dor de cotovelo que li a carta que o presidente dos EUA, Joe Biden, endereçou a Eric Lander, presidente e diretor fundador do Broad Institute, afiliado ao MIT e a Harvard.”

“O contexto é dado por uma histórica carta enviada por Franklin D. Roosevelt a seu conselheiro científico, Vannevar Bush, em novembro de 1944, questionando como a ciência e a tecnologia podiam ser mais bem aplicadas para beneficiar a saúde, prosperidade econômica e segurança nacional dos EUA após a guerra. Roosevelt sabia que ciência e tecnologia tiveram importância crucial na vitória dos aliados na Segunda Guerra Mundial”, aponta o físico. “Em resposta, Bush preparou um documento intitulado: A ciência, a interminável fronteira, que ficou pronto em julho de 1945, poucos meses após a morte de Roosevelt.”

Nussenzveig observa que o documento serviu para orientar o investimento em ciência e tecnologia nos EUA nos últimos 75 anos. “Biden afirma acreditar que é importante revigorar a estratégia nacional de ciência e tecnologia para preparar os próximos 75 anos, para garantir que nossos filhos e netos possam habitar um planeta mais saudável, seguro, justo, pacífico e próspero”, ressalta.

 


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