Comunicação simples e direta garante a sobrevivência de carregadores na Ceagesp

A comunicação entre os carregadores que atuam na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) dispensa o uso de celulares e redes sociais, ou outros artifícios, durante o trabalho. A interlocução direta é fundamental na sobrevivência desses trabalhadores

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Jornal da USP
Comunicação simples e direta garante a sobrevivência de carregadores na Ceagesp
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Na maior central de abastecimento da América Latina, a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), localizada no bairro Vila Leopoldina (zona oeste da capital), o jornalista Jamir Osvaldo Kinoshita resolveu estudar a comunicação e como ela contribui para a formação da identidade dos carregadores autônomos que atuam no entreposto. Sob a orientação da professora Roseli Aparecida Figaro Paulino, Kinoshita apresentou na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP a dissertação de mestrado A comunicação no mundo do trabalho dos carregadores da Ceagesp.

Na entrevista desta quinta-feira (25), o jornalista deu detalhes de como realizou seu estudo e relatou a situação desses trabalhadores que atuam naquele universo onde são comercializados diariamente produtos como frutas, verduras, legumes, flores e pescados, entre outros. Em seu estudo, ele analisou a situação dos carregadores que atuam nos setores de flores e pescados.

Ele constatou que o trabalho dos 3,8 mil carregadores autônomos é uma atividade eminentemente masculina, árdua e que demanda muita força. Remete aos moldes de trabalho braçal da era medieval, sobrevivendo em pleno século 21 em meio a uma situação total de precarização da mão de obra. “Eles não têm patrão ou vínculo empregatício e direitos trabalhistas e dependem, unicamente, do fluxo de produtos comercializados diariamente no entreposto”, contou o jornalista. Segundo ele, esses carregadores trabalham em mais de um setor.


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