Cientistas avaliam os danos do clareamento artificial nos cabelos

Estudo do Instituto de Física (IF) da USP, em colaboração com pesquisadores da Universidade de Copenhague, analisa processos de clareamento químico e os possíveis danos aos fios de cabelo

Por
Jornal da USP
Cientistas avaliam os danos do clareamento artificial nos cabelos
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Na entrevista desta quinta-feira (6) dos Novos Cientistas, a engenheira química e pós-doutoranda do Instituto de Física (IF) da USP, Cibele de Castro Lima, descreveu sobre os estudos que vêm sendo realizados no sentido de elucidar os possíveis danos causados pelo clareamento químico nos cabelos. Os estudos são realizados em colaboração com cientistas da Universidade de Copenhague, na Dinamarca.

Sob a supervisão do professor Cristiano de Oliveira, do IF, Cibele utiliza técnicas de luz (raios X e nêutrons) para caracterizar alterações ocorridas em microestruturas dentro da fibra capilar. Assim, conseguem identificar as alterações químicas e estruturais no cabelo causadas pelo clareamento (descoloração) químico. “Nesta colaboração, os cientistas dinamarqueses trabalham com as técnicas de espalhamento de nêutrons e nós, aqui no IF, com o espalhamento de raios X”, contou a pesquisadora. “Os dados são analisados e comparados para termos uma avaliação dos danos”, completou.

Cibele também informou que os processos de clareamento químico são irreversíveis. “Há cosméticos que podem auxiliar na recuperação de alguns aspectos, mas não numa reversão total”, advertiu. O clareamento químico tira a cor dos cabelos e causa a oxidação da melanina, ocasionando a quebra dos fios. “O processo causa porosidade nos fios e perda de massa. Onde havia a melanina, não há mais”, descreveu. Para Cibele, a importância dos estudos está ligada ao grande interesse e autoestima da mulher e pelo fato de o Brasil ser o quarto mercado mundial de tecnologias de beleza.


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