USP é a universidade mais empreendedora do Brasil pelo terceiro ano consecutivo

Conclusão é do ranking elaborado pela Confederação Brasileira de Empresas Juniores (Brasil Júnior)

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Pelo terceiro ano consecutivo, a USP é considerada como a universidade mais empreendedora do País. Esta é a conclusão do Ranking de Universidades Empreendedoras do Brasil, elaborado por um conjunto de entidades estudantis lideradas pela Confederação Brasileira de Empresas Juniores (Brasil Júnior).

A terceira edição do ranking foi lançada no dia 22 de outubro, em sessão solene promovida na Câmara dos Deputados, em Brasília. O coordenador da Agência USP de Inovação (Auspin), Marcos Nogueira Martins, representou o reitor Vahan Agopyan na cerimônia.

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) foi classificada em segundo lugar, seguida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pela Universidade Federal de Itajubá (Unifei).

O índice tem como proposta mostrar as iniciativas de instituições de ensino superior no Brasil que mais incentivam o empreendedorismo, dentro e fora da sala de aula. O conceito de universidade empreendedora foi desenvolvido por meio de uma pesquisa de percepção, que contou com a participação de 15 mil estudantes universitários de todo o País, além da coleta de dados junto às instituições avaliadas e da análise de bases de dados de produção científica.

“O empreendedorismo não pode ser considerado como um modismo dentro das instituições de ensino. Os formandos de uma universidade de pesquisa de padrão internacional como a USP devem, como líderes, contribuir para o desenvolvimento da sociedade, precisam ter uma ação pró-ativa. Alguns podem se tornar funcionários dos setores público ou privado, outros podem decidir que atuarão como profissionais autônomos e teremos, ainda, um grupo que se interessará em  empreender novos negócios. No fim do século passado, esse último grupo não tinha o devido treinamento dentro das Universidades, fato que vem se superando pouco a pouco. Ainda temos muito a avançar. Por fim, não se pode esquecer que a formação em empreendedorismo não é apenas útil aos profissionais que desejam criar suas próprias empresas, mas é muito útil também aos que são empregados ou profissionais autônomos”, destaca o reitor da USP.

O ranking, que classificou 123 universidades, utilizou seis indicadores para identificar as boas práticas: cultura empreendedora, extensão, inovação, infraestrutura, internacionalização e capital financeiro. A USP obteve a maior pontuação em três deles: inovação, extensão e internacionalização.

Além da Brasil Júnior, organização que representa quase mil empresas juniores de todo o País, participaram da elaboração do ranking a Organização Jovem de Liderança do Mundo, a rede de bolsistas e ex-bolsistas do Programa Ciência sem Fronteiras, Enactus Brasil, a Associação dos Estudantes Brasileiros que estão fora do Brasil, entre outras entidades.


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