Arte sobre fotos de Cecília Bastos/USP Imagens e 123RF

Graduação da USP vai se reinventar em 2021

O pró-reitor de Graduação, Edmund Chada Baracat, fala sobre o planejamento para o próximo ano letivo na última matéria da série Desafios 2021

13/11/2020

Erika Yamamoto

O ano letivo de 2020 está sendo marcado pela pandemia da covid-19 e pelas medidas de distanciamento social e proteção adotadas em todo o mundo. Na USP, após a suspensão das atividades presenciais, em março, alunos e professores tiveram de se adaptar rapidamente a um novo modelo de ensino, que contou com a tecnologia de plataformas e recursos digitais para o ensino de graduação.

“Embora este tenha sido um ano difícil, aprendemos muito e adquirimos experiência na utilização de diversas ferramentas de ensino, as quais serão incorporadas mesmo após a pandemia. A Graduação teve de se reinventar e, como afirma o reitor Vahan Agopyan, a USP de 2021 não será igual à de 2019”, explicou o pró-reitor de Graduação, Edmund Chada Baracat.

Na USP, a retomada progressiva das atividades presenciais tem sido conduzida de forma cautelosa, seguindo os protocolos e recomendações do Plano USP que foi desenvolvido pelo grupo de trabalho formado por dirigentes da Universidade e coordenado pelo vice-reitor Antonio Carlos Hernandes.

Baracat ressalta que “o desafio da retomada é de todos. Precisamos acolher os alunos que ingressaram em 2020, pois eles ainda não viveram a USP. No ano que vem, teremos uma Graduação reformulada, em que as competências e habilidades serão colocadas em prática”.

Edmund Baracat – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Para dar suporte aos docentes e ampliar a utilização da tecnologia disponível, foi criada a Comissão de Gestão das Plataformas e Recursos Digitais para o Ensino da Graduação, com o propósito de realizar oficinas de treinamento e capacitação sobre o uso das diferentes plataformas disponíveis, produzir vídeos tutoriais, receber as dúvidas e orientar professores e estudantes.

Reformulação curricular

A incorporação das plataformas e recursos digitais no ensino torna ainda mais urgente a necessidade da reformulação e inovação dos currículos e projetos pedagógicos dos cursos de Graduação.

O pró-reitor explica que, “embora algumas unidades tenham feito reformas curriculares, há a necessidade de um processo amplo que envolva toda a Universidade”. Para estimular esse processo, um Grupo de Trabalho elaborará diretrizes para um edital que irá apoiar e financiar os projetos de reestruturação curricular.

Consórcios acadêmicos

Outra iniciativa que tem o objetivo de promover ações inovadoras no ensino é a formação de Consórcios Acadêmicos para a Excelência do Ensino de Graduação (CAEG), entre os diversos cursos, unidades e campi da USP. A ideia é estimular a comunidade acadêmica a desenvolver atividades integradas e colaboração mútua para a excelência do ensino de graduação.

As propostas devem atuar em quatro áreas: inovação e integração docente; formação de professores para a educação básica; avaliação como instrumento para aperfeiçoar o ensino de Graduação; e avaliação e monitoramento da política de inclusão da USP.

“Os consórcios acadêmicos poderão viabilizar a realização de projetos integrados e inovadores, que seriam difíceis de serem executados isoladamente em uma unidade ou campus”, afirma Baracat.

Serão investidos R$ 1,5 milhão na criação dos consórcios acadêmicos e o edital que selecionará as propostas já está aberto. As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de janeiro de 2021.

Acolhimento

Em decorrência da pandemia da covid-19, em 2021, a Pró-Reitoria de Graduação deve reforçar suas ações de acolhimento ao aluno. Além dos três escritórios existentes – o Escritório de Atividades Esportivas (EAE), o Escritório de Desenvolvimento de Carreiras (ECar) e o Escritório de Saúde Mental (ESM) –, a PRG pretende criar o Escritório de Tutoria Acadêmica e Mentoria, para o desenvolvimento de estratégias de troca e acompanhamento do ponto de vista social e de evolução acadêmica do estudante.

“É muito importante dar continuidade e fortalecer as estratégias integradas para acolhimento que possibilitem uma visão global dos estudantes da USP”, ressaltou o pró-reitor. As ações de permanência estudantil também serão mantidas, assim como as bolsas de sustentabilidade e as dos programas da PRG.


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