Ciclovia na Cidade Universitária, no campus da USP na Capital - Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Cidade Universitária implanta novo sistema cicloviário

Quando estiver completo, o sistema terá 36 km de extensão e será interligado com a malha cicloviária do município de São Paulo

 22/09/2021 - Publicado há 1 mês  Atualizado: 01/10/2021 as 20:25

Erika Yamamoto

Aos poucos, os frequentadores da Cidade Universitária estão retornando às atividades presenciais e percebem que, durante a quarentena, diversas melhorias foram realizadas no campus. Uma das obras que mais têm chamado a atenção é o novo traçado do sistema cicloviário, especialmente na Avenida Luciano Gualberto, conhecida por ser a avenida em que estão localizadas diversas agências bancárias.

Desde agosto, a Prefeitura do Campus USP da Capital (PUSP-C) tem trabalhado na implantação do novo sistema cicloviário da Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira. O projeto prevê a reforma de 2,6 km da ciclofaixa da Avenida da Universidade e a implantação de mais 33,4 km, totalizando 36 km de ciclofaixas, que estarão interligadas à malha cicloviária do município de São Paulo. O projeto prevê a instalação de paraciclos nas Unidades e órgãos centrais.

“O projeto do novo sistema cicloviário da Cidade Universitária incorpora princípios de acessibilidade universal, utilizando os mesmos parâmetros adotados em diversos municípios do Brasil e do exterior”, explica o prefeito do Campus USP da Capital, Hermes Fajersztajn.

O investimento total é de R$ 3,4 milhões e o prazo de conclusão é janeiro de 2022.

Novo sistema cicloviário do campus da USP na Capital

CICLOFAIXAS

36 km

de extensão

INVESTIMENTO

3,4

milhões de Reais

CONCLUSÃO

janeiro

de 2022

Prioridade de pedestres e ciclistas

Uma das principais características do novo sistema é a prioridade dada a pedestres e ciclistas. Medidas como o reforço da sinalização das vias, a redução da velocidade para 40 km/h em toda a Cidade Universitária e a reorganização dos estacionamentos de veículos estão entre as ações adotadas para aumentar a segurança dos usuários da ciclovia.

Outra novidade é a ciclofaixa com estacionamento paralelo de veículos. Esse modelo – atualmente adotado na Avenida Luciano Gualberto – é indicado para vias com grande demanda por vagas de estacionamento, porque, além de manter as vagas, oferece maior proteção aos ciclistas.

A mesma tipologia deverá ser adotada nas avenidas Lineu Prestes, Lúcio Martins Rodrigues (avenida da Escola de Comunicações e Artes) e Mello Moraes (avenida da Raia Olímpica).

Ciclofaixa com estacionamento paralelo de veículos na Avenida Luciano Gualberto - Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Rede cicloviária estrutural, caminhos cicláveis e travessias no campus da USP da Capital

Exemplo de tipologia de ciclofaixa sem estacionamento

Travessias mais visíveis, trazendo mais segurança ao pedestre e ao ciclista

Exemplo de tipologia de ciclofaixa com estacionamento

Imagens: Prefeitura do Campus USP da Capital

Mobilidade sustentável

A implantação de um novo sistema cicloviário, assim como a reforma de calçadas, faz parte de uma das diretrizes adotadas pela PUSP-C, que é a priorização de mobilidade sustentável na Cidade Universitária.

“A Universidade tem como diretriz incentivar cada vez mais o uso das bicicletas como meio de transporte. Seguindo uma orientação do reitor, a prioridade é sempre do pedestre, depois das bicicletas e, em seguida, do transporte público”, ressalta o prefeito do campus.

Para ajudar a cumprir essa meta, a Prefeitura do campus inaugurou, em março do ano passado, 18 estações do Bike Sampa, projeto que atua desde 2018 na capital paulista. O sistema é conectado com a estação Butantã do Metrô e estação Cidade Universitária da CPTM, promovendo a integração do campus com o restante da cidade.

Hermes Fajersztajn - Foto: Cecília Bastos

O prefeito do campus da USP na Capital, Hermes Fajersztajn - Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

Fajersztajn lembra que, “infelizmente, logo após a inauguração, o sistema foi reduzido por causa do fechamento do campus. Agora, com a retomada das atividades presenciais, as estações estão sendo gradativamente reativadas e nossa expectativa é que o serviço atenda aproximadamente cinco mil pessoas por dia”.

Na cidade de São Paulo, o Bike Sampa disponibiliza 2.600 bicicletas e possui 260 estações localizadas perto de terminais de transporte público e áreas com grande movimento. O sistema, cujo foco principal é o incentivo da bicicleta como meio de transporte, é operado pela Tembici e patrocinado pelo Itaú Unibanco.

De acordo com a Tembici, por causa da pandemia, algumas medidas foram adotadas para reforçar a segurança dos usuários. 

Estações da Bike Sampa na Cidade Universitária, em São Paulo – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Além da limpeza diária com álcool 70%, ainda no centro de operações da empresa, todas as bicicletas são lavadas com cloro diluído em água. A liberação das bicicletas também passou a ser feita por meio de leitura do QR Code pelo celular, evitando contato do usuário com a superfície dos equipamentos. Etiquetas foram inseridas com recomendações de uso e cuidados como utilizar máscaras durante as viagens, higienizar as mãos antes e depois de pedalar, e evitar tocar olhos, boca e nariz.


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