Participação da mulher na ciência ainda não é a ideal

Há espaço para crescer, de acordo com a primeira brasileira a ganhar um prêmio da Sociedade para Neurociência

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Em 1911, o mundo consagrou Marie Curie com o Prêmio Nobel de Química pelas investigações sobre as propriedades do rádio e as características dos seus compostos. Antes, em 1903, ela e o marido, Pierre Curie, dividiram o Nobel de Física pelas pesquisas no ainda novo campo da radioatividade.

A cientista polonesa quebrou paradigmas. Foi a primeira personalidade a ganhar dois prêmios Nobel. Foi a primeira mulher a ganhar o Nobel de Física, a primeira a ganhar o de Química e também a primeira mulher a ensinar na Universidade de Sorbonne, em Paris.

Marie Curie é uma referência no mundo acadêmico, que ainda se ressente de uma participação feminina mais efetiva. Apesar de o Brasil ser um dos países que têm maior participação da mulher no campo das ciências em relação aos homens, a evolução feminina nas pesquisas está crescendo, mas não como deveria ser.

A análise é da professora Elaine Del Bel, da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) da USP. A professora foi a primeira mulher brasileira a ganhar o prêmio Bernice Grafstein, da Sociedade para Neurociência, uma das maiores organizações mundiais de cientistas e profissionais da saúde que se dedicam a entender o sistema nervoso central.

A professora Elaine ganhou o prêmio pela sua contribuição significativa para o avanço das mulheres na neurociência.

A mestranda em Toxicologia da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, Thaís Suelen Viana, concorda. Para ela, o estereótipo que a população tem do cientista ser um homem com cara de maluco precisa mudar.

Thaís é uma das inspiradoras, em Ribeirão Preto, do evento Ciência por Elas, que vai discutir a questão de segunda a sexta-feira da próxima semana. Organizado pelo Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto, em parceria com a FCFRP, o Ciência por Elas vai mostrar pesquisas desenvolvidas na Universidade, como é a carreira de cientista e desenvolver atividades práticas voltadas para alunas do sexto ao nono ano do ensino fundamental das escolas públicas e particulares da cidade. Detalhe no site www.ribeirao.usp.br.

Ouça as entrevistas no link acima.

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