Pacientes com câncer têm sobrevida maior nos países desenvolvidos

O médico João Paulo Lotufo comenta pesquisa internacional realizada sobre o câncer

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Em 2015, o segundo ciclo do programa Concord estabeleceu uma vigilância global da sobrevivência do câncer como métrica da eficácia dos sistemas de saúde e para informar a política global do controle da doença. O Doutor Bartô diz que foram levantados 37 milhões de pacientes diagnosticados com câncer, num projeto extenso, que teve a duração de 15 anos. Os dados obtidos a partir desse estudo foram fornecidos por 322 registros de câncer, com base na população em 71 países. Constatou-se que pacientes com câncer têm alta sobrevivência em países considerados do primeiro mundo, ocorrendo o contrário nas nações menos desenvolvidas, como é o caso do Brasil, onde o tratamento da moléstia depara-se com dificuldades inerentes ao sistema de saúde.

O tabagismo é a primeira causa de morte evitada no mundo, seguida pelo consumo do álcool. “Nós temos que retardar a experimentação de álcool, tabaco e drogas, principalmente até o desenvolvimento total do cérebro, que seria aos 21 anos”, diz Lotufo. A dependência, diz ele, vai ser maior quanto maior for a iniciação a qualquer dessas drogas.

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