Hub Lusófono se soma às ações globais de sustentabilidade oceânica

A professora Wânia Duleba, coordenadora do Hub na EACH, explica os objetivos e a importância do projeto, que reúne os países de língua portuguesa na promoção dos objetivos propostos pela ONU

 05/09/2022 - Publicado há 3 meses
O Hub Lusófono da Década do Oceano tem uma importância além do âmbito acadêmico

Criado em maio de 2022, o Hub Lusófono da Década do Oceano integra nove países que utilizam a língua portuguesa: Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Todos fazem parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que chancelou o Hub. A professora Wânia Duleba, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, é a coordenadora do Hub.

Esse projeto é somado às ações globais de sustentabilidade oceânica promovidas pela Comissão Oceanográfica Intergovernamental da ONU. Com características de coworking e integrando diversos países lusófonos, o Hub tem atividades de pesquisa acadêmica com foco em sustentabilidade, políticas públicas, gestão ambiental e social, abordando também a parte de diplomacia ambiental e científica do oceano.

Objetivos do Hub

Com a divulgação das agendas como a dos ODS, que são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pela ONU, e a da Década do Oceano, surgiu a ideia de criar um Hub com os países lusófonos. Os objetivos principais são dois: o primeiro é ser um centro de referência em política de interface na questão oceânica; o segundo é ser um espaço de coworking, de integração entre as universidades dos países participantes e de fluxo de conhecimento.

Wânia Duleba – Foto: Gabriel Almeida/EACH

Além dos objetivos principais, a divulgação da temática do projeto é fundamental. “A gente está tentando propiciar o estabelecimento de parcerias, cooperação, entre acadêmicos, alunos e professores. Não só os acadêmicos, mas também os usuários finais, tomadores de decisão. E, principalmente, formuladores de políticas públicas, no Brasil e nos demais países lusófonos”, explica Wânia.

Importância além do mundo acadêmico

A realização de diversos eventos científicos, simpósios, webinários, oficinas, além da publicação de artigos e de material técnico, está prevista no planejamento do Hub. Com o foco nos desafios 4 (Educação de qualidade) e 14 (Vida na água) dos ODS e também nos objetivos propostos pela Década do Oceano, o Hub Lusófono da Década do Oceano tem uma importância além do âmbito acadêmico.

Algumas iniciativas do Hub são exemplos dessa importância, como o oferecimento do curso de capacitação de Gestão e Governança Costeira e Marinha em São Tomé e Príncipe, uma parceria entre a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e a EACH, que visa a capacitar professores e profissionais na gestão de áreas costeiras. Há também a chamada do livro Políticas Públicas e Oceano, com o fim de mobilizar essa comunidade interessada na temática oceânica. Mais informações estão disponíveis no site: https://sites.usp.br/huboceano/

O papel da faculdade é fomentar a discussão sobre a sustentabilidade e a temática oceânica. “Não é só no nível acadêmico, muito pelo contrário. Estamos trabalhando bastante na parte da cultura oceânica, capacitação. Não vai ficar só circunscrito à academia. Tem todo esse lado da gente divulgar e melhorar a parte da cultura oceânica”, comenta Wânia.

O Especial Oceano é uma iniciativa do Jornal da USP, da Rádio USP, em conjunto da Cátedra Unesco para a Sustentabilidade do Oceano, do Instituto Oceanográfico e do Instituto de Estudos Avançados.


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