Nesta semana a coluna Globalização e Cidadania trata sobre a Nicarágua. Como se tem divulgado, os dois únicos regimes ditatoriais nos países latino-americanos se dá justamente na Venezuela e na Nicarágua, onde, em menos em três meses, foram assassinadas nada menos que 500 pessoas por grupos paramilitares – entre elas a estudante brasileira Raineia Lima, que lá estudava medicina.
E por que a perplexidade com a Nicarágua? É que Daniel Ortega, na década de 70, foi um dos campeões da democracia da América Latina, à frente da Revolução Sandinista. Revolução esta que pôs fim a 40 anos de Anastasio Somoza, que mantinha uma ditadura violentíssima – o próprio Ortega foi preso e torturado barbaramente.
A Nicarágua se torna uma república democrática. Em 1985, Ortega se torna presidente da Nicarágua, onde ficou até 1990. Por que Ortega se tornou, ele mesmo, um ditador e a sociedade civil quer, com o apoio da OEA (Organização dos Estados Americanos), antecipar a eleição presidencial de 2021 para 2019?
Ouça, no link acima, a íntegra da coluna de Pedro Dallari.