Brasil lidera ranking de cirurgia plástica entre jovens

Cerca de 90 mil jovens brasileiros recorrem à cirurgia plástica influenciados pela mídia, diz especialista

O Saúde sem Complicações desta semana traz um tema bem polêmico, cirurgia plástica entre os jovens, e quem fala sobre este assunto é o professor Jayme Farina Junior, chefe da Divisão de Cirurgia Plástica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP.

Os procedimentos de cirurgia plástica vêm aumentando ano a ano, estatísticas da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica mostraram que os brasileiros já ultrapassaram os norte-americanos, que têm praticamente o dobro da população. “Nos Estados Unidos, 4% dos pacientes que se submetem à cirurgia estética são adolescentes, só no ano passado foram realizadas cerca de 66 mil cirurgias estéticas; no Brasil este número já chegou a 90 mil, o que faz com que o País lidere o ranking desse tipo de cirurgia”, explica Farina Junior.

Segundo o professor, “a adolescência é uma fase complicada, pela transição da infância para a fase adulta, o que faz com que os jovens sofram com as mudanças corporais e psíquicas”. Para o professor, alguns desses jovens não aceitam essas mudanças e isso, somado muitas vezes à obesidade, acaba afetando a autoestima.

Para Farina Junior, outro fator que influencia na procura por cirurgias plásticas é a mídia. “Existe hoje o que se chama de ditadura da beleza. Isso gera nos jovens o desejo de ter um corpo mais bonito, um corpo perfeito e é aí que surge a ideia de se recorrer à cirurgia plástica.”

O professor lembra que até há pouco tempo as modelos tinham que ser extremamente magras e isso “fazia com que as jovens desenvolvessem certa neurose e, mesmo sendo saudáveis, acabavam se vendo como doentes”.   

O programa Saúde sem Complicações é produzido pela locutora Mel Vieira e pela estagiária Giovanna Grepi, da Rádio USP Ribeirão, com trabalhos técnicos de Mariovaldo Avelino e Luiz Fontana. Apresentação de Mel Vieira e direção de Rosemeire Soares Talamone.

Por: Thainan Honorato

 

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