Pílula Farmacêutica #8: Entenda o que é talassemia

A palavra talassemia deriva da combinação dos termos gregos “thalassa”, que significa mar, e “emas”, que significa sangue. Com essa definição, os médicos queriam descrever uma doença hematológica de origem de países banhados pelo mar Mediterrâneo, como Grécia e Itália. Por isso a talassemia também é conhecida como “anemia do Mediterrâneo”

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Talassemia é uma anemia hereditária, na qual o corpo produz menos hemoglobina, uma parte importante dos glóbulos vermelhos, além de ser a proteína responsável pelo transporte de oxigênio no corpo. Quando não há glóbulos vermelhos saudáveis suficientes, ocorre a anemia.

A hemoglobina é composta de duas partes chamadas de alfa e beta e a doença pode aparecer em cada uma das partes e chamadas de: alfa talassemia e beta talassemia 

 Já quando classificadas como traço talassêmico ou talassemia menor, maior e intermediária, o motivo é a gravidade da doença. Por exemplo, pessoas que apresentam traço talassêmico podem não apresentar nenhum sintoma ou apenas uma anemia leve, enquanto um paciente com talassemia maior pode apresentar sintomas severos e ainda precisar regularmente de transfusão de sangue.  

Pessoas com formas moderadas e severas de talassemia geralmente descobrem sobre sua condição ainda na infância, já que apresentam sintomas graves de anemia desde muito cedo. Já os pacientes com tipos mais brandos podem descobrir bem mais tarde, devido aos sintomas leves.  Em todo caso é possível diagnosticar talassemia por meio de história clínica e exames laboratoriais, como o exame de sangue e a eletroforese de hemoglobina. 

O tratamento para essa doença vai depender completamente do tipo e da gravidade. A maioria das pessoas com talassemia menor não necessita de tratamento específico, diferente dos pacientes com formas mais graves que precisam de transfusão de sangue regularmente ou terapia de quelação de ferro.

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