USP terá escritório do Centro de Pesquisa e Inovação em Gases de Efeito Estufa em Amsterdã, na Holanda

Com a criação desse novo espaço, o RCGI passa a ter um hub de pesquisas na Europa, ganhando expansão para parcerias internacionais

 Publicado: 06/02/2024     Atualizado: 16/02/2024 as 16:58
O professor Julio Meneghini e o reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior seguram a placa do novo escritório do RCGI. Ao lado deles, a ministra da Economia e Política Climática da Holanda, Micky Adriaansens (de tailleur azul), além de representantes do governo holandês e da Shell – Foto: Divulgação RCGI

A USP terá um escritório do Centro de Pesquisa e Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI, Research Centre for Greenhouse Gas Innovation) em Amsterdã, na Holanda. A criação do escritório no Campus de Transição Energética (ETCA) é resultado da parceria da Universidade com a empresa Shell. Com a entrada nesse novo espaço, o RCGI passa a ter um hub de pesquisas na Europa, ganhando expansão para parcerias internacionais.

A USP e a Shell assinaram um acordo de colaboração no dia 5 de fevereiro, na Holanda. A cerimônia contou com a presença da ministra da Economia e Política Climática da Holanda, Micky Adriaansens; do reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior; do diretor científico do RCGI, Julio Meneghini; do vice-presidente executivo de Tecnologia do Grupo Shell, Yuri Sebregts; e da diretora de Recursos Humanos e Comunicação Institucional do RCGI, Karen Mascarenhas.

O ETCA é um espaço colaborativo inovador instalado na mesma região do centro de tecnologia da Shell. É um edifício sustentável de última geração que reflete a ambição comum de oferecer soluções inovadoras para a transição energética. Mais de 20 empresas de inovação estão associadas ao ETCA atualmente, com direito a coworking, acesso a eventos, serviços e laboratórios projetados para escalar tecnologias sustentáveis.

“Esta é uma excelente oportunidade de internacionalização para a USP, e a presença da ministra da Economia e Política Climática da Holanda reflete a valorização que o governo holandês dá para a iniciativa. Nossos pesquisadores poderão estreitar relações com empresas relacionadas à transição energética e com diferentes universidades holandesas. Outra possibilidade será o acesso a fundos de pesquisas europeus. Parabenizo o RCGI pela iniciativa”, declarou o reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior, na cerimônia de assinatura do documento.

Para o diretor científico do RCGI, Julio Meneghini, “o escritório no ETCA possibilitará que nós apresentemos para a comunidade da Europa as tecnologias desenvolvidas no RCGI, além de permitir que façamos prospecção de pesquisas em áreas afins. A ideia é ter sempre ao menos um professor envolvido com os projetos do RCGI no ETCA. O escritório funcionará também, de uma forma mais abrangente, como uma base da USP, para prospecção de novas possibilidades de projetos com universidades e empresas”.

O gerente-geral de Tecnologia e Inovação da Shell Brasil, Olivier Wambersie, destacou que “a colaboração internacional abre oportunidades para empresas e instituições de pesquisas holandesas e europeias interagirem com o RCGI. O ETCA é o ecossistema certo para se conectar com mentes brilhantes e para construir novas sinergias. Esse passo reflete o amadurecimento de nossa parceria de quase dez anos com a USP. A intensa troca tecnológica por meio de nossos projetos de pesquisa e desenvolvimento e a entrega de resultados nos permitem enfrentar o maior desafio energético que o mundo vive hoje”.

(Da esq. p/ dir.) O reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior, o professor Julio Meneghini e o vice-presidente executivo de Tecnologia do Grupo Shelll, Yuri Sebregts – Foto: Divulgação RCGI

Parceria bem-sucedida

A Shell Brasil e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) já investiram cerca de R$ 270 milhões em mais de 80 projetos de pesquisa e inovação do centro, com foco na redução das emissões de gases de efeito estufa.

+ Mais

USP terá novos centros de estudos sobre gases de efeito estufa e sobre inteligência artificial 

Cidade Universitária terá a primeira estação de hidrogênio renovável a partir do etanol do mundo

O RCGI conta com sete programas: NBS (Nature Based Solutions); CCU (Carbon Capture and Utilization); BECCS (Bioenergy with Carbon Capture and Storage); GHG (Greenhouse Gases), Advocacy, Innovation Power Systems e Decarbonization. Sob eles, estão ancorados cerca de 80 projetos de pesquisa. Com mais de 600 pesquisadores, mantém colaborações com outras empresas de energia e com diversas instituições, como Oxford, Imperial College, Princeton e National Renewable Energy Laboratory (NREL), além de projetos de longo prazo com centros de pesquisa dos Estados Unidos por meio da iniciativa Center 2 Center (C2C), financiada pela Fapesp e pela National Science Foundation.

Em novembro do ano passado, o Conselho Universitário da USP aprovou uma nova configuração para o RCGI, que passou a ser um centro de estudos ligado à Reitoria, o que permite a complementação das experiências da Universidade no apoio à pesquisa científica e ao desenvolvimento tecnológico em relação ao uso sustentável de gás natural, biogás, hidrogênio, gestão, transporte, armazenamento e uso de CO2, com foco na inovação para a sustentabilidade e mitigação das emissões de gases de efeito estufa.

Em agosto, o RCGI anunciou a primeira estação experimental de abastecimento de hidrogênio renovável a partir do etanol, que será instalada na Cidade Universitária. A previsão é que a estação experimental esteja operando no segundo semestre de 2024 para abastecer ônibus cedidos pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU) e também um veículo Mirai, cedido pela Toyota Brasil, para testar a performance do hidrogênio.

(Com informações da Assessoria de Comunicação da Shell e do RCGI)


Política de uso 
A reprodução de matérias e fotografias é livre mediante a citação do Jornal da USP e do autor. No caso dos arquivos de áudio, deverão constar dos créditos a Rádio USP e, em sendo explicitados, os autores. Para uso de arquivos de vídeo, esses créditos deverão mencionar a TV USP e, caso estejam explicitados, os autores. Fotos devem ser creditadas como USP Imagens e o nome do fotógrafo.