A USP é a 115ª melhor universidade do mundo, de acordo com o QS World University Ranking divulgado hoje, dia 8 de junho, pela consultoria britânica especializada em ensino superior Quacquarelli Symonds (QS). Nessa 19ª edição, o ranking classificou mais de 1.400 universidades de 100 países.
Subindo seis posições, a USP repetiu o resultado de 2020 e ficou na melhor classificação desde que o ranking começou a ser publicado.
O que a USP pode esperar dos rankings?
Por Fátima L. S. Nunes, coordenadora do Escritório de Indicadores de Desempenho Acadêmico (Egida) e professora da EACH; Raquel Assed Bezerra Segato, vice-coordenadora do Egida e professora da Forp; César Augusto Rodrigues de Albuquerque, analista do Egida e doutorando da FFLCH; e André Serradas, bibliotecário do Egida
As três universidades que lideram o ranking são o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), na 1ª posição; a Universidade de Cambridge, na 2ª posição; e a Universidade Stanford, na 3ª.
O Brasil é o país latino-americano com mais instituições classificadas no ranking, 35 ao todo. Além da USP, a universidade brasileira mais bem classificada, outras quatro instituições ficaram entre as 500 melhores do mundo: a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ficou na 210ª posição, seguida da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na 333ª, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na 441ª, e da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), na 477ª colocação.
QS World University Rankings
Posição | Universidade | País |
---|---|---|
1º | Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) | EUA |
2º | Universidade de Cambridge | Reino Unido |
3º | Universidade Stanford | EUA |
4º | Universidade de Oxford | Reino Unido |
5º | Universidade Harvard | EUA |
6º | Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) | EUA |
7º | Imperial College London | Reino Unido |
8º | University College London | Reino Unido |
9º | Instituto Federal de Tecnologia da Suíça | Suíça |
10º | Universidade de Chicago | EUA |
115º | Universidade de São Paulo | Brasil |
O vice-presidente sênior da QS, Ben Sowter, ressalta que “o ensino superior brasileiro está enfrentando desafios significativos. Em 2021, um corte no orçamento fez o financiamento do ensino superior cair para seu menor valor em 17 anos – com o dobro do número de estudantes. Considerando que a maioria das pesquisas brasileiras é realizada por universidades públicas e financiada por recursos estatais e nacionais, estes cortes são um golpe nas ambições das universidades do País. Apesar disso, o Brasil continua a produzir pesquisas relevantes e importantes, por exemplo, Jaqueline Goes de Jesus, da Universidade de São Paulo, alcançou reconhecimento global por seu trabalho sequenciando o genoma de uma variante da covid-19″.
Mais informações sobre o ranking podem ser obtidas na página do Escritório de Gestão de Indicadores de Desempenho Acadêmico (Egida) da USP.
Indicadores
A edição deste ano do QS World University avaliou mais de 2.400 universidades do mundo todo, de acordo com oito indicadores: Reputação Acadêmica, Reputação entre Empregadores, Proporção de Docente por Aluno, Citações Científicas, Proporção de Estudantes Estrangeiros, Corpo Docente Internacional, Rede Internacional de Pesquisa e Empregabilidade.
Em três desses indicadores o desempenho da Universidade se destaca. No quesito Reputação Acadêmica, que avalia a importância que a comunidade acadêmica global dá para o ensino, a pesquisa e o ambiente acadêmico de cada instituição, a USP atingiu a 41ª maior pontuação; em Rede Internacional de Pesquisa, que considera a participação em redes de pesquisa e a diversidade de suas instituições parceiras, a Universidade ficou na 82ª posição; já em Reputação entre Empregadores, que reflete a opinião dos empregadores sobre a qualidade da formação profissional oferecida, ficou na 96ª posição.
Além da classificação geral, a USP também sobressai nos rankings específicos da instituição. No QS World University Rankings by Subject, divulgado no dia 6 de abril, a USP ficou entre as melhores universidades do mundo em 44 das 51 áreas de concentração avaliadas – e, em 11 áreas, ela ficou entre as 50 melhores do mundo: Odontologia (11ª posição); Engenharia de Minérios e Minas (31ª); Engenharia do Petróleo (32ª); Geografia (38ª); Línguas Modernas (41ª); Ciência Veterinária (41ª); Antropologia (42ª); Arquitetura (44ª); Agricultura e Silvicultura (48ª); Ciências do Esporte (49ª), sendo a única brasileira a figurar nesta lista; e Sociologia (49ª).