Qual perspectiva da medicina baseada em evidências sobre o “Kit Covid”?

Ciência USP convida especialistas para discutir o tema no dia 22 de julho, no Canal USP no YouTube. Acesso é aberto e a live pode ser acompanhada a partir das 11 horas

Frederico Fernandes
O Enquanto o número de casos e mortes pelo novo coronavírus no País não para de crescer, profissionais de saúde e cientistas saem em defesa de uma política de saúde que seja baseada em evidências científicas. Entre eles, estão os convidados da live que o Ciência USP, selo de divulgação científica do Jornal da USP, realiza na próxima quarta-feira (22/07), 11 horas, no YouTube Canal USP.

Frederico Fernandes é doutor em Pneumologia e médico assistente da Disciplina de Pneumologia do InCor do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), onde está na linha de frente do atendimento na pandemia. É o médico responsável pela clínica de Pneumologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). Atualmente, Frederico também preside a Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).

Izabella Pena

Izabella Pena é pesquisadora no Whitehead Institute do Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Boston, nos Estados Unidos. Sua pesquisa envolve o estudo de moléculas que se acumulam no cérebro em doenças neurológicas como epilepsia, doença de Parkinson e doença de Huntington. Bióloga, defendeu o doutorado em Genética e Biologia Molecular pela Unicamp e Universidade de Oxford.

Hoje, preocupada com a pandemia do coronavírus e a desinformação da população brasileira, decidiu fazer parte da luta pela educação científica  por meio de divulgações em seu canal no YouTube e do trabalho na organização contraCovid.

Luis C. Correia

Luis Claudio Correia é doutor e livre-docente em Cardiologia. É professor adjunto e diretor do Centro de Medicina Baseada em Evidências da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (Bahiana) e editor-chefe do Journal of Evidence Based Healthcare. Coordena o setor de Cardiologia do Hospital Aliança, em Salvador (BA).

“Kit Covid”

Até hoje não há tratamento medicamentoso que previna ou cure a covid-19- apenas medidas e medicações de suporte. Mesmo assim, uma parcela da comunidade médica defende o que chamam de tratamento precoce. Ele envolve um “kit” contendo drogas sem comprovação científica de eficácia, como vitaminas, antibiótico e vermífugo, além de uma droga usada contra a malária, a hidroxicloroquina, que já foi descartada para uso na covid-19 no mundo todo – com testes em milhares de pacientes mostrando que não traz melhora, e pode causar efeitos colaterais sérios.

Parte da população correu às farmácias atrás dos produtos, seja com receita médica, seja sem, se expondo aos riscos da automedicação. Além disso, o kit já foi distribuído por algumas prefeituras, planos de saúde, e é defendido por membros do governo federal – o que é alvo de críticas entre cientistas.

O acesso à live é livre e ela pode ser acompanhada a partir das 11 horas neste link.

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