USP desenvolve dispositivo óptico para tratamento do câncer de pele

O equipamento reconhece e verifica a extensão da lesão tumoral por fluorescência óptica em minutos

Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos da USP (IFSC), em parceria com empresas de tecnologia, desenvolveram um novo tratamento para o câncer de pele, desde que não seja o melanoma. O tratamento é não invasivo, mais simples e barato. O SUS já está se preparando para receber esse novo procedimento.

De acordo com Arbix, o grupo desenvolveu técnicas que usam equipamentos ópticos, que identificam os tumores e utilizam medicamentos também desenvolvidos em conjunto com empresas associadas ao projeto para eliminar o tumor. A técnica, criada no Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (Cepof) – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) apoiados pela Fapesp -, foi apresentada durante a Escola São Paulo de Ciência Avançada em Tópicos Modernos em Biofotônica.

O equipamento é composto de um dispositivo capaz de reconhecer e verificar a extensão de lesões tumorais por fluorescência óptica em minutos. Após a identificação da lesão, é aplicada no local uma pomada à base de metilaminolevulinato (MAL) – um derivado do ácido 5-aminolevulínico (ALA) –, desenvolvida pela empresa PDF-Pharma, em Cravinhos. Após duas horas de contato com a pele, o composto é absorvido e dá origem, no interior das mitocôndrias das células tumorais, à protoporfirina – pigmento fotossensibilizante “primo” da clorofila. Saiba mais acessando o link do IFSC.

Ouça no player acima a íntegra da coluna Observatório da Inovação.

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