Serviços médicos por telemedicina são fundamentais neste momento

O uso da teleconsulta e da telemedicina inclui a prescrição médica digital, que abrange a emissão de receitas e atestados, com valor legal

O Ministério da Saúde reconheceu e regulamentou, em caráter emergencial, o uso da telemedicina e da teleconsulta, incluindo a prescrição médica digital sem o exame direto do paciente. O professor Chao Lung Wen, chefe da disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), comenta no Jornal da USP no Ar que essa é uma oportunidade para se fazer a chamada prova de conceito da aplicação da telemedicina. “Neste momento, as tecnologias interativas que permitem o serviço médico por telemedicina se tornam fundamentais como programa de acesso à saúde, prevenção de contágio e humanização”, aponta ele.  

Wen explica que a teleconsulta é um ato médico e que, portanto, exige um sigilo bilateral: tanto médico quanto paciente devem estar em locais reservados e evitar vazamentos de dados. “A teleconsulta não pode ser feita em qualquer meio digital de comunicação justamente por isso. Redes sociais e e-mail, por exemplo, são meios flexíveis e não podem ser caracterizados como ato médico, mas podem servir de apoio para uma comunicação mais rápida”, explica. 

A telemedicina não precisa ser obrigatoriamente completa e pode gerar uma consulta híbrida. “Se o médico não se sente seguro para fazer o fechamento da consulta”, comenta Wen, “deve chamar o paciente para o exame físico. A telemedicina permitiu a elaboração de um primeiro raciocínio, e os pacientes que forem para o atendimento presencial não vão enfrentar aglomerações, pois conseguiu-se reduzir as filas.”

Sobre receitas e atestados, o professor explica que uma receita médica digital, com certificado digital, é diferente de uma receita médica digitalizada. “As receitas e atestados digitais têm valor jurídico, têm efeito cartorial e funcionam como uma assinatura com reconhecimento de firma”, continua.  “Qualquer alteração nesses documentos eletrônicos é acusada e impede a validação do documento.”

O professor finaliza, alertando que as pessoas não devem interromper seus tratamentos nem negligenciar seus cuidados. “A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou normas técnicas informando que convênios têm de garantir oferta de serviços para seus beneficiados. A telemedicina é uma boa forma de manter esses cuidados”, completa.

Ouça a íntegra da entrevista no link.


Jornal da USP no Ar 
Jornal da USP no Ar é uma parceria da Rádio USP com a Escola Politécnica, a Faculdade de Medicina e o Instituto de Estudos Avançados. Busca aprofundar temas da atualidade de maior repercussão, além de apresentar pesquisas, grupos de estudos e especialistas da Universidade de São Paulo.
No ar de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.
Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular.

.

.

.


Política de uso 
A reprodução de matérias e fotografias é livre mediante a citação do Jornal da USP e do autor. No caso dos arquivos de áudio, deverão constar dos créditos a Rádio USP e, em sendo explicitados, os autores. Para uso de arquivos de vídeo, esses créditos deverão mencionar a TV USP e, caso estejam explicitados, os autores. Fotos devem ser creditadas como USP Imagens e o nome do fotógrafo.