Estudo inédito relaciona poluição do ar e prejuízos ao feto

Inalação de ar impuro pode gerar alterações na placenta e afetar fluxo sanguíneo entre mãe e bebê

Por - Editorias: Atualidades, Rádio USP
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Gravidez – Foto: VisualHunt

A exposição de mulheres grávidas aos limites da poluição do ar pode influenciar no desenvolvimento do feto. Ao nascer, é possível que a criança apresente baixo peso, além de doenças na vida adulta, como a hipertensão e a obesidade. A análise provém de estudos realizados por um grupo de pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).

Sônia de Fátima Soto, que integrou a pesquisa com a sua tese de doutorado, afirma que o trabalho consistiu em expor ratas aos limites de poluição atmosférica não maléficos à saúde antes da gestação, durante e em ambos os períodos. Ela conta que os animais foram submetidos às impurezas por meio de um concentrador de partículas. Após três semanas de experiência, as fêmeas ficaram grávidas de machos que, até então, haviam inalado apenas ar filtrado do biotério.

A partir disso, analisaram-se alterações nos fatores que constituem o processo de formação placentária dos roedores. A simulação reflete o que pode acontecer em casos humanos. Segundo Sônia, a avaliação é inédita na literatura médica, e o ponto mais importante da análise foi ter identificado se o fluxo sanguíneo, portanto de nutrientes, é suficiente para a placenta.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular.

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