

A exposição de mulheres grávidas aos limites da poluição do ar pode influenciar no desenvolvimento do feto. Ao nascer, é possÃvel que a criança apresente baixo peso, além de doenças na vida adulta, como a hipertensão e a obesidade. A análise provém de estudos realizados por um grupo de pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).
Sônia de Fátima Soto, que integrou a pesquisa com a sua tese de doutorado, afirma que o trabalho consistiu em expor ratas aos limites de poluição atmosférica não maléficos à saúde antes da gestação, durante e em ambos os perÃodos. Ela conta que os animais foram submetidos à s impurezas por meio de um concentrador de partÃculas. Após três semanas de experiência, as fêmeas ficaram grávidas de machos que, até então, haviam inalado apenas ar filtrado do biotério.
A partir disso, analisaram-se alterações nos fatores que constituem o processo de formação placentária dos roedores. A simulação reflete o que pode acontecer em casos humanos. Segundo Sônia, a avaliação é inédita na literatura médica, e o ponto mais importante da análise foi ter identificado se o fluxo sanguÃneo, portanto de nutrientes, é suficiente para a placenta.
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