O contraceptivo diafragma não é eficaz contra as principais ISTs

Além de apresentar um alto risco de gravidez, o diafragma pode gerar irritação vaginal

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A segunda edição do Pílula Farmacêutica desta semana fala sobre o diafragma, método contraceptivo que tem a forma de um anel flexível envolvido por uma fina camada de látex ou silicone.

Para ser utilizado, a mulher deve consultar um ginecologista para avaliar por meio do exame de toque o tamanho adequado do diafragma, uma vez que é preciso cobrir por completo o colo do útero para que assim possa evitar a passagem dos espermatozóides.

Para funcionar corretamente, o contraceptivo deve ser colocado de 15 a 30 trinta minutos antes das relações sexuais e deve ser retirado no mínimo seis horas após o contato íntimo, tempo estipulado para que todos os espermatozoides estejam mortos – o diafragma pode permanecer no máximo até 24 horas no útero.

No diafragma, deve ser aplicado o espermicida a cada relação sexual. É importante lembrar que, após a retirada, ele deve ser lavado em água fria com sabão neutro, secado de forma natural e guardado em sua embalagem. Este contraceptivo não é descartável e pode ser utilizado por até dois anos; no entanto, se tiver algum furo, enrugado, ou se a mulher engravide ou ganhe peso, deverá ser substituído.

O contraceptivo apresenta as desvantagens de que suas chances de falhar são de 10% e de não poder ser utilizado durante a menstruação, também não protege contra a maioria das infecções e pode gerar uma irritação vaginal.

O boletim Pílula Farmacêutica é apresentado pelos alunos de graduação da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, com supervisão da professora Regina Célia Garcia de Andrade. Trabalhos técnicos de Luiz Antonio Fontana. Ouça, no link acima, a íntegra do boletim.

 

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