Número de fumantes cai no Brasil

Medicamentos e equipamentos estão sendo utilizados para combater o tabagismo com o avanço da medicina e de suas tecnologias

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Na coluna Minuto do Cérebro desta semana, o professor Octávio Pontes Neto fala de tabagismo. O professor conta que este é um problema que se agrava no mundo todo, afinal, “o cigarro conta em sua composição com mais de 4.700 substâncias. Destas, 60 são conhecidas ou suspeitas por desenvolver cânceres”.

O tabagismo atualmente ficou conhecido por afetar de forma negativa diversas partes do corpo, principalmente os sistemas respiratório e circulatório; em contrapartida, Pontes Neto conta que, “no Brasil, ao longo dos últimos 25 anos, houve uma queda no número de fumantes. Caiu de 30% para 10% entre homens e de 19% para 8% entre as mulheres”.

Mesmo assim, o professor lembra que o País está em oitavo lugar entre os que têm um número absoluto de fumantes. “Deixar de fumar ainda é um problema entre os pacientes, entretanto, vem surgindo medicamentos que colaboram neste combate, principalmente com o uso de nicotina”, conta.

Outro aliado nesse combate são os cigarros eletrônicos, aparelhos que simulam os cigarros, produzindo um vapor inalável, podendo ter doses de nicotina ou saborizados. Um trabalho publicado no New England Journal of Medicine comparou o uso desses aparelhos com os adesivos de nicotina: “O estudo mostrou que os voluntários que utilizaram os cigarros apresentaram quase que o dobro de abstinência do que os que utilizaram os adesivos”.

O estudo ainda apontou que os voluntários que utilizaram os cigarros apresentaram irritações nas regiões da boca e garganta. “Não tem como saber quais são os efeitos a longo prazo do uso indiscriminado deste produto”, finalizou o professor.

Ouça na íntegra a coluna Minuto do Cérebro.

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