Descolamento de retina pode afetar até 3% das crianças

O principal sintoma no descolamento de retina é a redução na capacidade de enxergar e a cirurgia é a única maneira de lidar com o problema, informa Pedro Carricondo

 Publicado: 07/10/2021  Atualizado: 15/10/2021 as 13:32
Por
Nem sempre é tão fácil detectar os sintomas, o que pode tornar o diagnóstico do descolamento da retina tardio – Foto: Pixabay

 

O descolamento de retina não é comum, mas costuma afetar as crianças. Algumas doenças, predisposições genéticas ou lesões podem causar o problema. O descolamento costuma surgir com o tempo, ele ocorre pelo afastamento da retina da parede do olho. Segundo o médico Pedro Carricondo, diretor do Pronto Atendimento Oftalmológico do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, “ em geral a criança, exceto quando tem uma grave malformação do olho, não tem descolamento da retina, isso acontece e aparece com o tempo. O grande problema é o afastamento da retina, que é uma camada de tecido nervoso que preenche todo o fundo do olho: 2/3 da nutrição da retina vêm da parede do olho, a coroide. Ao ficar afastada, deixa de receber sua nutrição, o tecido morre e a pessoa perde a visão”.       

Outros fatores podem ocasionar o descolamento: quando há trauma ocular ou por lesão direta na retina, como uma perfuração. Nem sempre é tão fácil detectar os sintomas, o que pode tornar o diagnóstico tardio. “O principal sintoma no descolamento de retina é a redução na capacidade de enxergar, onde há uma perda que pode ser progressiva de campo visual, uma falha de uma parte da visão. Isso nem sempre é simples de ser percebido em crianças ou de ela contar para a gente”, diz Carricondo.       

Quando o menor tem uma condição que pode levar ao descolamento, como uma retinopatia da prematuridade ou doenças genéticas, um acompanhamento médico e exames periódicos permitem um diagnóstico precoce. Não há medicações para reverter o descolamento de retina quando ele se inicia, por esse motivo a cirurgia é a única forma de lidar com o problema. “É importante fazer a cirurgia o mais cedo possível, antes que apareçam fibroses. Nem sempre os resultados são tão satisfatórios quanto a gente gostaria, mas a cirurgia é curativa.” Em caso de suspeita de problemas que possam estar obstruindo a visão, o ideal é procurar rapidamente um oftalmologista. A detecção precoce de lesões como o descolamento de retina pode evitar a cegueira.


Jornal da USP no Ar 
Jornal da USP no Ar é uma parceria da Rádio USP com a Escola Politécnica, a Faculdade de Medicina e o Instituto de Estudos Avançados. No ar, pela Rede USP de Rádio, de segunda a sexta-feira: 1ª edição das 7h30 às 9h, com apresentação de Roxane Ré, e demais edições às 10h45, 14h, 15h e às 16h45. Em Ribeirão Preto, a edição regional vai ao ar das 12 às 12h30, com apresentação de Mel Vieira e Ferraz Junior. Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo do Jornal da USP no celular. 


Política de uso 
A reprodução de matérias e fotografias é livre mediante a citação do Jornal da USP e do autor. No caso dos arquivos de áudio, deverão constar dos créditos a Rádio USP e, em sendo explicitados, os autores. Para uso de arquivos de vídeo, esses créditos deverão mencionar a TV USP e, caso estejam explicitados, os autores. Fotos devem ser creditadas como USP Imagens e o nome do fotógrafo.