Ciência volta a ter seu valor reconhecido com epidemia do coronavírus

Para Glauco Arbix, estamos em um momento de virada e retorno à crença na ciência

Com a epidemia do novo coronavírus, a ciência, tão atacada nos últimos tempos, volta a ser reconhecida? É esse o tema da coluna Observatório da Inovação desta semana. Para Glauco Arbix, volta-se a ressaltar a necessidade de elevar ainda mais o padrão de civilização do País, por meio do reconhecimento da ciência. “Em todo esse oceano de dificuldades, essa é uma maneira de aproveitar uma das poucas oportunidades que a crise oferece”, ele comenta. 

De acordo com o professor, esta crise desequilibra o movimento anticiência, que foi se fortalecendo nos últimos dois anos, e as pessoas que nele acreditavam. “Temos aqui no Brasil, com a Presidência da República e alguns dos ministros, assim como nos EUA com Trump, a busca por desacreditar dos cientistas e suas atividades, das universidades, em especial o ministro da Educação, que não poupou esforços para dizer que as universidades eram fábricas de inutilidades”, comenta Arbix. 

Para ele, mesmo as pessoas mais descrentes da ciência depositam suas esperanças nos cientistas, já que se sentem mais frágeis com a epidemia do coronavírus, o qual não diferencia nações, espaços e classes sociais. “É claro que quem tem mais posses vive melhor e se defende melhor, mas, em todo caso, com o colapso dos sistemas público e privado de saúde, evidencia-se que não somos imbatíveis”, aponta. 

Arbix comenta que podemos estar em um momento de retorno à crença naquilo que são fatos científicos. “Espero que avancemos, e, neste momento de crise, repensemos os nossos valores maiores, a começar pela valorização dos cientistas, daqueles que nos atendem nos hospitais, médicos e enfermeiros, e milhares de pessoas que arriscam suas vidas para manter a sociedade mais segura”, completa.

Acompanhe, pelo link acima, a íntegra da coluna.


Observatório da Inovação
A coluna Observatório da Inovação, com o professor Glauco Arbix, vai ao ar toda segunda-feira às 10h50, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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