USP Analisa #47: Especialistas esclarecem uso de vacinas em duas doses

No último episódio da série sobre vacinas do USP Analisa, Letícia Sarturi Pereira e Isabela Martins Gonzaga discutem também por que priorizar a produção de vacinas e não a de tratamentos para doenças infecciosas

Jornal da USP
USP Analisa #47: Especialistas esclarecem uso de vacinas em duas doses
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Algumas vacinas, entre elas boa parte das que estão em uso atualmente contra a covid-19, são aplicadas em duas doses. Por que isso acontece? E que efeitos podem ocorrer se esse prazo for extrapolado? Essas são algumas das dúvidas que a última parte do especial sobre vacinas exibido pelo USP Analisa vai esclarecer. No programa desta semana, as entrevistadas são a professora universitária e apresentadora do podcast Escuta a Ciência!, Letícia Sarturi Pereira, e a biomédica e pós-doutoranda pelo Princess Margaret Cancer Centre de Toronto, no Canadá, Isabela Martins Gonzaga, que também é idealizadora do projeto de divulgação científica Pretty Much Science.

Segundo Letícia, o intervalo entre as doses é necessário porque a primeira dose demora um certo tempo para fazer efeito no sistema imunológico e aplicar a segunda dose antes do final desse processo seria ineficaz.

“A primeira dose vai ativar primeiro uma resposta imune meio inespecífica, depois vai especializando a resposta imune até produzir os anticorpos necessários para a gente ficar protegida. Quando chega a segunda dose, já teve essa produção de anticorpos, mas você precisa lembrar seu sistema imune. E aí ele produz um nível melhor de especialização dessa resposta e também vai produzir mais anticorpos, vai deixar a resposta imune mais robusta”, explica a professora.

Outra dúvida bastante comum entre a população é sobre o que vale a pena investir primeiro, em uma vacina ou em um tratamento para a doença. Isabela explica que o processo de desenvolvimento de novos medicamentos e o de novas vacinas são bastante semelhantes, mas as vacinas apresentam vantagens em seu uso, principalmente no caso de doenças infecciosas.

“Se você investe em tratamento para a cura, os casos não diminuem, não acabam, eles continuam acontecendo. Então você precisa gastar com remédio, com equipe médica, com internação, com ventilação mecânica, com CTI e tudo isso é muito caro. Por mais que você procure um tratamento que leve à cura, você vai passar por esses processos de internação”, diz a biomédica.

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USP Analisa
O USP Analisa Vai ao ar pela Rádio USP às quartas-feiras, às 18h05, com reapresentação aos domingos, às 11h30, e também está disponível nos principais agregadores de podcast. O programa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP. Apresentação e edição: Thaís Cardoso. Produção: João Henrique Rafael Junior. Coordenação: Rosemeire Talamone. 

 

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