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Espaços para educar, preservar a memória e repensar a história

Museus da USP como o Paulista e o Republicano, em Itu, têm ajudado na formação cultural e acadêmica de várias gerações – papel que o Centro de Divulgação Científica e Cultural, em São Carlos, por outros meios, também desempenha

 Publicado: 09/02/2024

Por Redação

Museus são muito mais do que espaços privilegiados para guardar e preservar a memória e a cultura em forma de arte e de documentos históricos. São também espaços para a formação cultural e acadêmica, criando importantes laços de conhecimento e vasos comunicantes que aumentam a percepção de mundo e ajudam a criar questionamentos saudáveis e importantes. Os museus da USP cumprem justamente este papel, e aqui são destacados dois deles: o Paulista – mais conhecido como Museu do Ipiranga – e o Museu Republicano “Convenção de Itu”. Uma série de publicações recentes lança luzes sobre o papel desempenhado por esses centenários museus-irmãos na formação cultural e acadêmica de gerações – um papel inerente à própria existência da Universidade de São Paulo.

Da mesma forma, e também tendo como meta seu importante papel formador, o Centro de Divulgação Científica e Cultural da USP em São Carlos surgiu, em 1980, pensando nas várias possibilidades de sinergia entre as competências dos profissionais das escolas e da Universidade. Afinal, além de conhecimento técnico-científico, a Universidade reúne condições materiais e de infraestrutura que podem instrumentalizar o ensino de ciências nas diferentes etapas da educação básica.

Veja abaixo os livros que mostram como esses espaços do saber e da história cumprem seu papel.

Memórias do CDCC – Centro de Divulgação Científica e Cultural da Universidade de São Paulo, 1980-2015. Org. Edna Ricardo de Oliveira Ferreira e Silvia Aparecida Martins dos Santos. CDCC-USP, 142 p.

A proposta de escrever este livro surgiu em 2010, por ocasião das atividades comemorativas dos 30 anos do Centro de Divulgação Científica e Cultural, CDCC/USP. O leitor tem em mãos o resultado de um trabalho coletivo, apoiado em pesquisas documentais e relatos dos principais construtores dessa história que começou em 1980, a partir da motivação do professor Dietrich Schiel e de docentes dos Institutos de Física e Química de São Carlos, e de professores das escolas de primeiro e segundo graus (ensinos fundamental e médio) da cidade de São Carlos. Visando uma melhor formação para os estudantes, esses professores reconheciam várias possibilidades de sinergia entre as competências dos profissionais das escolas e da Universidade. Além de conhecimento técnico-científico, a Universidade reúne condições materiais e de infraestrutura que podem instrumentalizar o ensino de ciências nas diferentes etapas da educação básica. Este livro apresenta décadas de trabalho dedicado à promoção da educação, da cultura e da ciência. O Centro de Divulgação Científica e Cultural distingue-se das demais unidades de ensino e pesquisa da Universidade de São Paulo por ter todas as suas atividades gerenciadas e executadas por pessoal técnico especializado. Assim, diferentes atividades foram implantadas para efetivar a desejada interação universidade-escola. de educação básica. 

Disponível em PDF

A Formação do Museu Republicano “Convenção de Itu" (1921-1946), de Mariana Esteves Martins. Edusp/ Museu Paulista-USP, 296 p.

Esta obra insere-se nesse grupo de trabalhos que se tornam importantes por promoverem uma compreensão dos museus em perspectiva histórica, adequada às questões do nosso tempo. A pesquisa desenvolvida por Mariana Esteves Martins, com rigor metodológico, deu-lhe as ferramentas necessárias para a compreensão abrangente sobre o Museu Republicano “Convenção de Itu”, primeiro museu aberto no interior do Estado de São Paulo e o primeiro sobre a temática republicana no Brasil. Trata-se de um museu de história e a autora, como historiadora – e historiadora de museu – soube colocar questões a serem investigadas sobre os modos de “apropriação do passado e usos da memória”, construindo sua obra nesse domínio especializado da história dos museus, que são os museus de história.

Museu Republicano “Convenção de Itu”: 100 Anos em 100 Objetos, org. Maria Aparecida de Menezes Borrego. Edusp/Museu Paulista-USP, 392 p.

Fundado em 1923, o Museu Republicano foi se convertendo, de memorial da República e guardião de coleções de presidentes brasileiros e das memórias dos ituanos, em um espaço de produção do conhecimento histórico a partir de problemas atinentes às mudanças sociais. O livro Museu Republicano “Convenção de Itu”: 100 Anos em 100 Objetos convida as leitoras e os leitores a conhecerem a instituição e sua trajetória por meio das peças de seus múltiplos acervos, consideradas, ao mesmo tempo, objetos – por sua materialidade – e documentos – escritos, iconográficos ou tridimensionais –, funcionando como elementos para a investigação das dinâmicas e vivências de mulheres e homens em sociedade.

Para Entender o Museu, coord. Solange Ferraz de Lima. Edusp, 144 p.

A Coleção Museu do Ipiranga 2022 é um conjunto de  sete publicações elaboradas pela equipe do Museu Paulista da Universidade de São Paulo, por ocasião da reabertura e da inauguração das novas exposições. Este volume aborda o contexto de criação deste que foi um dos primeiros museus criados no Brasil — inaugurado em 1895 no atual edifício do Museu do Ipiranga e integrado à USP em 1963 — e a evolução de seu acervo e seus propósitos ao longo dos anos. Concebido inicialmente como um centro de pesquisas no campo das ciências naturais, além de servir como um arquivo de documentos referentes ao período da Independência do Brasil, o museu teve sua organização mudada em 1917, quando o engenheiro Affonso d’Escragnolle Taunay foi nomeado diretor, cargo que ocupou durante 29 anos.

 Taunay se preocupou em formar um museu histórico dedicado a conservar, colecionar e expor documentos e objetos históricos de interesse para a reconstituição da história nacional do ponto de vista de São Paulo. As exposições públicas do museu apresentam o resultado de longos processos de trabalho interdependentes, que envolveram política de aquisição de novas coleções, enriquecimento das existentes, formação de biblioteca especializada, catalogação das coleções, trabalhos de conservação, bem como ações educacionais e culturais. Os livros da coleção foram concebidos de acordo com os dois eixos temáticos das exposições — Para entender a sociedade e Para entender o Museu —, mantendo sua autonomia. “O desejo do Museu Paulista é que estas publicações alcancem os seus públicos e cumpram efetivamente a missão desta instituição, divulgando o conhecimento histórico produzido em várias das pesquisas desenvolvidas com o seu acervo desde a década de 1990”, afirmam, na apresentação da coleção, a professora Rosaria Ono e o professor Amâncio Jorge Silva Nunes de Oliveira, diretora e vice-diretor do Museu Paulista. 

Outros livros que contam a longa trajetória da Universidade e de várias de suas unidades


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Museus são muito mais do que espaços privilegiados para guardar e preservar a memória e a cultura em forma de arte e de documentos históricos. São também espaços para a formação cultural e acadêmica, criando importantes laços de conhecimento e vasos comunicantes que aumentam a percepção de mundo e ajudam a criar questionamentos saudáveis e importantes. Os museus da USP cumprem justamente este papel, e aqui são destacados dois deles: o Paulista – mais conhecido como Museu do Ipiranga – e o Museu Republicano “Convenção de Itu”. Uma série de publicações recentes lançam luzes sobre o papel desempenhado por esses centenários museus-irmãos na formação cultural e acadêmica de gerações – um papel inerente à própria existência da Universidade de São Paulo. Da mesma forma, e também tendo como meta seu importante papel formador, o Centro de Divulgação Científica e Cultural da USP em São Carlos surgiu, em 1980, pensando nas várias possibilidades de sinergia entre as competências dos profissionais das escolas e da Universidade. Afinal, além de conhecimento técnico-científico, a universidade reúne condições materiais e de infraestrutura que podem instrumentalizar o ensino de ciências nas diferentes etapas da educação básica. Veja abaixo os livros que mostram como esses espaços do saber e da história cumprem seu papel. Memórias do CDCC – Centro de Divulgação Científica e Cultural da Universidade de São Paulo, 1980-2015. Org. Edna Ricardo de Oliveira Ferreira e Silvia Aparecida Martins dos Santos. CDCC-USP, 142 p. A proposta de escrever este livro surgiu em 2010, por ocasião das atividades comemorativas dos 30 anos do Centro de Divulgação Científica e Cultural, CDCC/USP. O leitor tem em mãos o resultado de um trabalho coletivo, apoiado em pesquisas documentais e relatos dos principais construtores dessa história que começou em 1980, a partir da motivação do professor Dietrich Schiel e de docentes do Instituto de Física e Química de São Carlos, e de professores das escolas de primeiro e segundo graus (ensinos fundamental e médio) da cidade de São Carlos. Visando uma melhor formação para os estudantes, esses professores reconheciam várias possibilidades de sinergia entre as competências dos profissionais das escolas e da universidade. Além de conhecimento técnico-científico, a universidade reúne condições materiais e de infraestrutura que podem instrumentalizar o ensino de ciências nas diferentes etapas da educação básica. Este livro apresenta décadas de trabalho dedicado à promoção da educação, da cultura e da ciência. O Centro de Divulgação Científica e Cultural distingue-se das demais unidades de ensino e pesquisa da Universidade de São Paulo por ter todas as suas atividades gerenciadas e executadas por pessoal técnico-especializado. Assim, diferentes atividades foram implantadas para efetivar a desejada interação universidade-escola de educação básica.  Disponível em PDF A formação do Museu Republicano “Convenção de Itu (1921-1946), de Mariana Esteves Martins. Edusp/ Museu Paulista-USP, 296 p. Esta obra insere-se nesse grupo de trabalhos que se tornam importantes por promoverem uma compreensão dos museus em perspectiva histórica, adequada às questões do nosso tempo. A pesquisa desenvolvida por Mariana Esteves Martins, com rigor metodológico, deu-lhe as ferramentas necessárias para a compreensão abrangente sobre o Museu Republicano “Convenção de Itu”, primeiro museu aberto no interior do Estado de São Paulo e o primeiro sobre a temática republicana no Brasil. Trata-se de um museu de história e a autora, como historiadora – e historiadora de museu – soube colocar questões a serem investigadas sobre os modos de “apropriação do passado e usos da memória”, construindo sua obra nesse domínio especializado da história dos museus, que são os museus de história. Museu Republicano “Convenção de Itu”: 100 anos em 100 objetos, org. Maria Aparecida de Menezes Borrego. Edusp/Museu Paulista-USP, 392 p. Fundado em 1923, o Museu Republicano foi se convertendo, de memorial da República e guardião de coleções de presidentes brasileiros e das memórias dos ituanos, em um espaço de produção do conhecimento histórico a partir de problemas atinentes às mudanças sociais. O livro Museu Republicano “Convenção de Itu”: 100 anos em 100 objetos convida as leitoras e os leitores a conhecerem a instituição e sua trajetória por meio das peças de seus múltiplos acervos, consideradas, ao mesmo tempo, objetos – por sua materialidade – e documentos – escritos, iconográficos ou tridimensionais –, funcionando como elementos para a investigação das dinâmicas e vivências de mulheres e homens em sociedade. Para entender o Museu, coord. Solange Ferraz de Lima. Edusp, 144 p. A Coleção Museu do Ipiranga 2022 é um conjunto de  sete publicações elaboradas pela equipe do Museu Paulista da Universidade de São Paulo, por ocasião da reabertura e da inauguração das novas exposições. Este volume aborda o contexto de criação deste que foi um dos primeiros museus criados no Brasil — inaugurado em 1895 no atual edifício do Museu do Ipiranga e integrado à USP em 1963 — e a evolução de seu acervo e seus propósitos ao longo dos anos. Concebido inicialmente como um centro de pesquisas no campo das ciências naturais, além de servir como um arquivo de documentos referentes ao período da Independência do Brasil, o museu teve sua organização mudada em 1917, quando o engenheiro Affonso d’Escragnolle Taunay foi nomeado diretor, cargo que ocupou durante 29 anos. Taunay se preocupou em formar um museu histórico dedicado a conservar, colecionar e expor documentos e objetos históricos de interesse para a reconstituição da história nacional do ponto de vista de São Paulo. As exposições públicas do Museu apresentam o resultado de longos processos de trabalho interdependentes, que envolveram política de aquisição de novas coleções, enriquecimento das existentes, formação de biblioteca especializada, catalogação das coleções, trabalhos de conservação, bem como ações educacionais e culturais. Os livros da coleção foram concebidos de acordo com os dois eixos temáticos das exposições — Para entender a sociedade e Para entender o Museu —, mantendo sua autonomia. “O desejo do Museu Paulista é que estas publicações alcancem os seus públicos e cumpram efetivamente a missão desta instituição, divulgando o conhecimento histórico produzido em várias das pesquisas desenvolvidas com o seu acervo desde a década de 1990”, afirmam, na apresentação da coleção, a professora Rosaria Ono e o professor Amâncio Jorge Silva Nunes de Oliveira, diretora e vice-diretor do Museu Paulista.