Políticas públicas de valorização do professor não estão sendo cumpridas

No Brasil, uma em cada dez pessoas acha que o professor é respeitado na sala de aula, segundo pesquisa da Fundação Varkey

O Brasil é o último no ranking de status do professor, de acordo com pesquisa da Fundação Varkey, entidade inglesa focada na melhoria dos padrões de educação para crianças carentes, feita em 35 países. Os dados são do ano passado e indicam que menos de um, em cada dez brasileiros, acha que o professor é respeitado na sala de aula. 

Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O professor José Marcelino de Rezende Pinto, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, analisou as causas desse desprestígio e conclui que um dos problemas que agravam a situação é que políticas públicas referentes à valorização do professor não estão sendo cumpridas. 

A realidade contrasta com um passado em que o professor era bem remunerado, muito embora a educação fosse para poucos. “Houve um tempo em que ser professor era uma profissão bem remunerada e admirada. Atualmente, acontece o inverso, é quase um ato de fé. O salário é baixo e as condições de trabalho, na maioria da vezes, são precárias”, enfatiza o professor. 

Rezende Pinto vai além. Mais do que a necessidade de se resgatar o salário, diz que é fundamental estabelecer uma nova relação entre aluno e professor, baseada no respeito mútuo.

Ouça no player acima a entrevista na íntegra. 

.

.


Política de uso 
A reprodução de matérias e fotografias é livre mediante a citação do Jornal da USP e do autor. No caso dos arquivos de áudio, deverão constar dos créditos a Rádio USP e, em sendo explicitados, os autores. Para uso de arquivos de vídeo, esses créditos deverão mencionar a TV USP e, caso estejam explicitados, os autores. Fotos devem ser creditadas como USP Imagens e o nome do fotógrafo.