Biobanco permite o avanço da ciência para melhorar a saúde das populações

Rodrigo Alexandre Panepucci revela que várias pesquisas envolvendo seres humanos dependem de informações obtidas por meio da coleta e análise de materiais biológicos

 09/09/2021 - Publicado há 1 mês
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O biobanco pode armazenar os materiais de pesquisa por tempo indeterminado – Foto: Fiocruz

 

O biobanco é um local onde se armazena material biológico humano, como se fosse uma coleção de sangue, biópsias de tecidos, entre outros – do DNA a células humanas, de diversas pessoas, que podem ser usadas para fins de pesquisa.

O professor Rodrigo Alexandre Panepucci, doutor em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, especialista em bases genéticas de células, pesquisador científico e tecnológico do Hemocentro de Ribeirão Preto, explica que esse armazenamento de pessoas saudáveis, ou não, é para que se forme um enorme acervo de dados humanos e epidemiológicos para fins de pesquisa.

Várias pesquisas envolvendo seres humanos dependem de informações obtidas por meio da coleta e análise de materiais biológicos. Esse tipo de armazenamento permite o avanço do conhecimento científico para melhorar a saúde das populações, otimizando tempo e recursos no desenvolvimento de pesquisas, sejam eles financeiros ou humanos. Todo e qualquer material coletado pertence ao indivíduo de origem, mas pode ser armazenado e administrado em estruturas adequadas para fins específicos de pesquisa. Para isso, a pessoa permite o uso prévio, livre e esclarecido, do participante.

O biobanco pode armazenar  os materiais de pesquisa por tempo indeterminado, mas necessita da aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da instituição onde o material será armazenado. “Essa medida facilita e acelera as pesquisas em Comitê de Ética local, sem que isso tenha que ser feito de forma nacional”, avalia Panepucci.

O Brasil possui cerca de 70 biobancos, o que é um dado positivo para o País, todos aprovados pelo Comep – Comissão de Ética e Pesquisa. No biobanco do Hemocentro de Ribeirão Preto, que pertence à Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (FMRP), Rodrigo Panepucci diz que um diferencial é o esquema de automação.


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