Obrigar jovem a fazer hemodiálise fere a ética médica

Opinião é do professor Edson Garcia Soares, da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto (FMRP-USP). Decisão é por liminar

Por - Editorias: Atualidades, Rádio USP
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O tratamento é um procedimento por meio do qual uma máquina limpa e filtra o sangue como se fosse um rim artificial – Ilustração: Revista Saúde

Com os rins totalmente parados, José Humberto Pires de Campos Filho, um jovem goiano de 22 anos, se recusa a fazer hemodiálise, tratamento em que uma máquina limpa e filtra o sangue do paciente. Essa decisão ele tomou depois de cinco meses de tratamento. Ele quer parar o ciclo porque não aguenta as dores e o mal-estar após as sessões terapêuticas.

Preocupada, a mãe do garoto, Edina Maria Alves Borges, conseguiu na justiça liminar que o obriga a fazer a hemodiálise. O caso ainda está na Justiça.

O professor Edson Garcia Soares, de Patologia e Medicina Legal da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP), criticou a decisão do juiz. Para o professor, obrigar o paciente, em perfeitas condições mentais, a fazer um tratamento que ele não quer fere a ética médica.

Por enquanto, o caso do jovem goiano é o único do qual se tem notícia. O número de brasileiros que fazem hemodiálise chega 108 mil, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Nefrologia para o ano de 2015.

 

 

 

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