Ações de combate ao aquecimento global são negociadas na COP 24

Décimo terceiro tema da Agenda 2030, medidas contra mudanças climáticas devem ser adotadas no Brasil

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De acordo com a ONU, a temperatura global pode aumentar em três graus até o final deste século, caso nenhuma medida de reparo seja tomada. Portanto, uma das metas da Agenda 2030 — um plano que contém 17 propostas para o desenvolvimento sustentável — é investir ainda mais nos países para criarem tecnologias que evitem o desgaste dos recursos naturais que vêm ocorrendo no planeta Terra em razão do comportamento humano.

Continuando a série UrbanSus — Propostas de Sustentabilidade, o Jornal da USP No Ar analisou  o objetivo n° 13 da Agenda 2030 com os professores Marcos Buckeridge, coordenador do programa USP Cidades Globais do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, e com Tércio Ambrizzi, do Departamento de Ciências Atmosféricas e coordenador do Grupo de Estudos do Clima do Instituto de Astronomia e Geofísica (IAG) da Universidade. O tema é justamente as ações que combatam as mudanças no clima global.

O grande número de emissão de gases de efeito estufa provoca a elevação das temperaturas e uma outra característica é apontada pelo professor Ambrizzi: “Um fator muito importante é o aumento dos eventos extremos do tempo. Neste ano, tivemos ondas de calor pela Europa, inundações por outras regiões… São consequências da atmosfera estar mais quente. E, quando olhamos de uma forma mais macro para os governos, não vemos nenhuma mudança efetiva de ações. Não vemos mudanças para conter e nem de adaptação”. O aquecimento diz respeito também às variações climáticas que se contrastam. Além do excessivo calor, os efeitos são demonstrados, por exemplo, através de eventos de baixíssimas temperaturas, simultaneamente em diferentes regiões.

Neste mês, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 24) tenta negociar medidas para colocar em prática o Acordo de Paris. E o Brasil, segundo o professor Buckeridge, contando com sua capacidade de ajudar no Acordo, precisa implantar algumas medidas para evitar problemas, além dos climáticos. “Temos condições de ajudar o mundo na produção de comida, de fazer melhor a preservação e isso tem que ser buscado pelo motivo óbvio do clima e também porque o Brasil pode perder muitos negócios se não fizer isso. Estar no Acordo do Clima significa também a negociação com os 195 países. E os países irão negociar com base em  quem faz melhor com quem faz a lição de casa. E o Brasil precisa ficar atento com a sua lição”. Zerar o número das queimadas na Amazônia, aumentar a produção de energia renovável, por meio de energia solar e o etanol, por exemplo, e corrigir a produção de alimento são algumas lições apontadas para serem feitas pelo Brasil.

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