Tratamento de coração com células-tronco adultas é limitado

Especialista avalia que a medicina precisa se tornar mais antecipativa

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O professor do Departamento de Cardiopneumologia da Faculdade de Medicina e pró-reitor de Pesquisa da USP, José Eduardo Krieger, fala do desenvolvimento e das dificuldades na pesquisa com células-tronco para o tratamento de doenças cardíacas.

O especialista enfatiza que hoje, diferente do início dos anos 2000, a medicina conhece melhor as limitações do uso de células-tronco adultas para a recuperação de células de corações que sofreram infarto. O que se pode alcançar, por enquanto, é uma melhora no funcionamento do órgão, porém não há indício de recuperação de células perdidas, explica Krieger.

O coração humano – Fotomontagem sobre imagem de Mikael Häggström / Domínio público via Wikimedia Commons

Atualmente, além da possibilidade de transplante, existem equipamentos que mimetizam as funções do miocárdio, conta o professor,  referindo-se ao que pode ser feito em relação a infartos graves. O professor Krieger avalia ainda que a medicina precisa mudar sua abordagem, tornando-se mais preditiva e antecipativa. É para esse caminho  que os estudos genéticos têm se voltado, fala o médico. Um dia, os tratamentos serão individualizados e a probabilidade de desenvolvimento de certas patologias poderá ser obtida a partir dos genes de cada paciente, prevê o especialista.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular.

Você pode ouvir a entrevista completa no player acima.

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