Pílula Farmacêutica #134: Pílula anticoncepcional previne gravidez em mulheres cis, homens trans e não bináries

Porém, não previne as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e seu uso deve ser interrompido ao longo do tempo pelos riscos da alta dose hormonal

 11/12/2023 - Publicado há 3 meses
Pílula Farmacêutica - USP
Pílula Farmacêutica - USP
Pílula Farmacêutica #134: Pílula anticoncepcional previne gravidez em mulheres cis, homens trans e não bináries
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No episódio do Pílula Farmacêutica desta semana, a acadêmica Amanda Pereira de Araujo, orientada pela professora Regina Andrade da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP fala sobre o abrangente uso da pílula anticoncepcional, um método contraceptivo criado em 1960 nos Estados Unidos.

Segundo Amanda, anticoncepcionais são medicamentos cuja função principal é prevenir a gravidez, mas que também podem ser usados para regular o ciclo menstrual e diminuir as cólicas. Amanda informa ainda que, além da pílula, existem outros métodos contraceptivos como a camisinha, o Dispositivo Intrauterino (DIU), dentre outros. Diz ainda que a pílula anticoncepcional é “uma via farmacológica de prevenção que, sobretudo, não previne as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)”. 

A acadêmica informa também que qualquer adolescente que tenha entrado no período fértil, a partir da primeira menstruação, (mulheres cis, homens trans ou não bináries) pode tomar o anticoncepcional. “Ao longo do avanço da idade é recomendada a interrupção da pílula, uma vez que a dose hormonal é alta e pode gerar efeitos adversos ao correr do tempo”, orienta.

Outra informação ressaltada pela acadêmica é a respeito dos medicamentos ou substâncias que cortam o efeito do anticoncepcional. “Quando se faz o uso de pílulas anticoncepcionais deve-se tomar um cuidado a mais ao ingerir substâncias ou medicamentos, pois eles podem cortar o efeito do anticoncepcional. São exemplos alguns antibióticos, anticonvulsivantes, álcool, certos tipos de chás, dentre outros. Vômitos e diarreias também podem cortar o efeito da pílula”, lista. 

Amanda também trouxe questões sobre os métodos anticoncepcionais para pessoas trans e não binárias e a disponibilidade de contraceptivos no Sistema Único de Saúde (SUS). “Para homens trans, o método anticoncepcional pode ser usado para administrar menstruações, uma vez que o anticoncepcional não possui doses de testosterona a serem administradas. Já para mulheres trans e não binárias, que foram atribuídas ao gênero masculino ao nascerem, fazem tratamento hormonal com estrogênio”, informa a acadêmica. Atualmente o SUS disponibiliza alguns contraceptivos, tais como camisinhas, DIU, contraceptivo hormonal injetável e pílula anticoncepcional”, finaliza. 


Pílula Farmacêutica
 
Apresentação: Kimberly Fuzel e Giovanna Bingre
Produção: Professora Regina Célia Garcia de Andrade e Rita Stella
Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão 
E-mail: ouvinte@usp.br
Coordenação: Rosemeire Talamone
Horário: segunda e quarta, às 10h40
Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS .
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