Momento Cidade #06: O que falta para São Paulo virar uma cidade inteligente?

Para os professores Fabio Kon e Gisele Craveiro, estabelecer parcerias entre o governo local, universidades e empresas é a chave para a implementação de boas políticas públicas, que podem transformar uma cidade como São Paulo em uma grande metrópole inteligente

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 26/07/2019 - Publicado há 5 anos
Momento Cidade - USP
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Momento Cidade #06: O que falta para São Paulo virar uma cidade inteligente?
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Quando se imagina uma cidade inteligente, normalmente a visão é de uma cidade futurista, em que tudo está conectado e acessível na tela do celular. Entretanto, esse tipo de inteligência deveria significar mais do que soluções tecnológicas pontuais. Para especialistas, uma cidade verdadeiramente inteligente é um lugar que soluciona seus problemas com fatos.

Pensando nisso, o Momento Cidade desta semana procurou professores e pesquisadores da USP para responder a pergunta: O que falta para São Paulo virar uma cidade inteligente?

Para Fabio Kon, professor de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP e coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Pesquisa Para Cidades Inteligentes, “uma cidade é inteligente quando ela usa os seus recursos e a sua infraestrutura de uma forma racional, de forma a minimizar os desperdícios, minimizar a poluição, minimizar os custos para a sociedade e maximizar a qualidade de vida para a sua população”.

De acordo com o especialista, estabelecer parcerias entre o governo local, universidades e empresas é a chave para a implementação de boas políticas públicas, que podem transformar uma cidade como São Paulo em uma grande metrópole inteligente.

Já para a professora Gisele Craveiro, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), usar dados para resolver problemas é a definição de inteligência. Ela, que coordena o Co-Laboratório de Desenvolvimento e Participação (Co-Lab) da USP, também estuda soluções para cidades inteligentes.

Para Gisele, pensar em cidade inteligente envolve fazer as perguntas certas. “A gente tem que primeiro saber fazer as perguntas para depois saber buscar as respostas”, elabora. Na opinião da professora, ir além da implementação tecnológica e da coleta de dados envolve questionar “como nossa conexão pode ser mais ampla e como os habitantes da cidade podem estar envolvidos nesse processo”. 

Para ambos os docentes, uma São Paulo que pensa suas políticas públicas com base em dados e na participação da população é uma cidade com  menos carros, mais bicicletas e um transporte público mais racional, por exemplo. 

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Ficha técnica

Reportagem: Denis Pacheco
Edição: Rafael Simões, Beatriz Juska e Paulo Calderaro


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