História do Movimento do Custo de Vida é resgatada em novo livro

Surgido na década de 1970, o MCV teve papel importante ao contestar políticas econômicas do regime militar

Por - Editorias: Ciências Humanas
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Comissão do MCV encarregada da entrega de abaixo-assinado em Brasília em 1978 – Foto: Movimento (suplemento Assuntos, set./1978) via dissertação de mestrado do autor

O Movimento do Custo de Vida (MCV), também conhecido como Movimento Contra a Carestia (MCC), pode ser considerado um dos maiores movimentos populares que emergiram no contexto das lutas populares dos anos 1970 e 1980, tendo sido capaz de mobilizar milhares de pessoas em torno de reivindicações que iam de encontro à política econômica defendida pelo regime militar. No entanto, diferentemente do que ocorreu com outras iniciativas daquele período, o MCV foi objeto de poucos estudos acadêmicos.

O livro Como pode um povo vivo viver nesta carestia: O Movimento do Custo de Vida em São Paulo (1973-1982)de Thiago Nunes Monteiro, é uma nova contribuição diante desta lacuna. A obra, recém-publicada pela editora Humanitas, é resultado da pesquisa de mestrado realizada pelo autor, sob orientação da professora Maria Aparecida de Aquino, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

Além dos materiais produzidos pelo próprio movimento, a pesquisa também se debruçou sobre material produzido pelos agentes do Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops-SP) sobre o MCV. Buscou-se assim recuperar a origem, a composição e a trajetória do movimento, assim como a construção do imaginário a seu respeito, tanto por seus próprios integrantes como por agentes do regime militar.

A partir desse levantamento o trabalho se propõe a discutir o movimento a partir das disputas pela hegemonia em seu interior, tema pouco trabalhado. Assim, as transformações do MCV na passagem da década de 1970 para 1980 são interpretadas pelo autor não como fruto de uma apropriação por grupos externos, mas como resultado das disputas pela hegemonia em seu interior.

Com informações do Serviço de Editoração e Distribuição da FFLCH

Mais informações: e-mail divulgacao.editorafflch@usp.br

 

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