USP e Oxford se unem para estudar dengue, zika, chikungunya e febre amarela

Parceria USP-Oxford para prevenir epidemias promove encontro no Instituto de Medicina Tropical de São Paulo

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Na próxima quinta-feira, dia 4 de abril, o Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (IMTSP) da USP receberá pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, para um seminário sobre doenças causadas por vírus transmitidos por insetos, os arbovírus. Jayna Messina falará ao público sobre a distribuição e a disseminação dos subtipos de dengue em circulação no Brasil; Moritz Krammer abordará  a necessidade de metodologias que ajudem a prevenir futuras epidemias de arborvírus no País.

O evento é uma atividade do projeto Cadde (Centro Conjunto Brasil-Reino Unido para Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus), financiado pela Fapesp e liderado pela professora Ester Cerdeira Sabino. O objetivo é desenvolver metodologias para antecipar e combater epidemias de arbovírus, particularmente em regiões grandes e muito povoadas.

As palestras The global distribution of dengue virus serotypes e Using movment models to predict the spread of infectious disease são gratuitas e acontecerão no Anfiteatro do IMT a partir das 13h30. O IMT fica na Avenida Dr. Eneas de Carvalho Aguiar, 470. Lotação máxima: 80 lugares.

Colaboração

A parceria da USP com a Universidade Oxford trabalha com questões de pesquisa que incluem saber quais arbovírus circulam em humanos, mosquitos e populações de reservatórios no Brasil; onde e como os arbovírus persistem durante períodos não epidêmicos; quais são as implicações da diversidade genética dos arbovírus circulantes; que fatores convertem uma nova introdução em populações humanas em uma epidemia e qual a melhor forma de responder a isso.

Durante as pesquisas, a vigilância ativa em vetores e reservatórios será combinada com estudos de prevalência em doadores de sangue para caracterizar a dinâmica arboviral, a genômica, a transmissão e a imunidade. Além disso, novos protocolos de sequenciamento de genoma portátil e análises epidemiológicas em tempo real serão realizados para arbovírus relevantes.

Como informa o texto do projeto, “a unificação das informações em genômica e epidemiologia fortalecerá a base de evidências para ações de saúde pública e fortalecerá a capacidade do sistema de saúde brasileiro em resposta a doenças arbovirais emergentes”.

Mais informações: e-mail scv.imt@usp.br

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