As dez coisas mais importantes que você precisa saber sobre o novo coronavírus

Veja aqui informações da OMS, cientistas e órgãos oficiais de saúde

O Jornal da USP compilou uma série de recomendações feitas pela Organização Mundial da Saúde, cientistas e órgãos oficiais de saúde sobre o novo coronavírus. Veja o resumo abaixo.


1. Esse coronavírus é coisa séria. Não é “só mais uma gripe”. Há semelhanças nos sintomas, mas ele pode ser bem mais perigoso para idosos e é *muito contagioso*. É crucial que todos se previnam para reduzir a disseminação. Jovens e crianças correm menos risco, mas também morrem da doença.

2. O mais importante é reduzir a velocidade com que o vírus se espalha. Se muita gente ficar doente de uma vez, hospitais e UTIs ficarão superlotados, sem vagas para quem mais precisa. Por isso, evite aglomerações. Se você não tem que sair de casa, não saia por enquanto.

3. A taxa de mortalidade geral do vírus varia de 2% a 7%, ou seja, a cada 100 pessoas infectadas, de 2 a 7 morrem. Mas para quem tem mais de 80 anos, chega a 15% – uma taxa superalta. A gripe comum, por exemplo, tem 0,1% de mortalidade.

4. Os sintomas da doença são parecidos com os de uma gripe ou resfriado: febre, tosse e dificuldade para respirar. Também pode haver dor no corpo, catarro e diarreia. Se você tem esses sintomas, é possível que tenha o coronavírus, então tome as precauções para proteger sua própria saúde e a das outras pessoas.

5. Os sintomas aparecem entre 2 e 14 dias após a infecção. A maioria das pessoas (cerca de 80%) desenvolve sintomas leves. Muitas nem chegam a apresentar sintomas. Mas atenção: mesmo essas pessoas podem transmitir o vírus, sem nem saber que estão doentes!

6. Cerca de 20% dos infectados apresentam sintomas mais graves e precisam de assistência. Esses casos podem evoluir para uma pneumonia grave e exigem internação em UTI. Cerca de 10 mil pessoas já morreram desse novo coronavírus no mundo desde janeiro.

7. Se você sentir dificuldade para respirar, vá ao hospital imediatamente. Se tiver sintomas leves e estiver respirando bem, fique em casa, consulte um médico e faça uma quarentena voluntária. Assim você evita sobrecarregar hospitais, evita transmitir o vírus e ainda evita contrair outras doenças. *Se você não tem sintomas, não vá ao hospital!*

8. Assim como a gripe, o coronavírus é transmitido por secreções (saliva e catarro) e gotículas de água que são expelidas quando a gente fala, tosse ou espirra. A pessoa se infecta ao inalar essas gotículas ou tocar uma superfície contaminada pelo vírus, e depois levar a mão aos olhos, à boca ou ao nariz.

9. A única maneira de evitar o vírus é não ter contato com ele — e ponto final! Por isso as recomendações mais importantes são *lavar as mãos com frequência e evitar aglomerações*, pelo menos por enquanto. Não tem fórmula mágica que resolva. Água quente, chazinho, vinagre e luz solar não matam o vírus — tudo isso é balela. Se informe para não espalhar fake news.

10. Pense no risco da epidemia para toda a sociedade e não só para a sua saúde. Mesmo que você seja jovem e saudável, pode transmitir o vírus sem saber para pessoas extremamente vulneráveis. O distanciamento social é uma medida drástica, porém necessária nesse momento — e eficiente! É um sacrifício menor agora, para evitar consequências muito piores mais adiante.

E lembre-se: consulte sempre um médico para tirar dúvidas e antes de tomar qualquer medicamento.

Por Jornal da USP – jornal.usp.br

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